Política
por Mariana Cedrim
Publicado em 25/05/2026, às 19h46
O deputado Mário Frias (PL-SP) respondeu ao questionamento do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (25) e negou ter enviado emendas parlamentares para financiar a produtora Go Up Enterteinment responsável pelas gravações do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Não há, nos autos, uma única prova sequer de que esses recursos tenham sido desviados para qualquer produção cinematográfica. A alegação é puramente especulativa e baseada em uma suposta associação ilícita entre pessoas jurídicas que, segundo a denunciante, compartilham endereço, argumento frágil, insuficiente e juridicamente irrelevante para sustentar qualquer irregularidade”.
A resposta veio após cinco tentativas de intimação do deputado que está em viagem ao exterior, sem autorização da Câmara para deixar o país. Na manifestação enviada ao ministro Flávio Dino Mario Frias também confirmou que não há irregularidades nas emendas.
“O advogado-chefe da Câmara dos Deputados, Dr. Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva, em manifestação oficial de 6 de abril de 2026, corroborou integralmente o entendimento da CONOF [Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara], afirmando que os procedimentos observaram integralmente a legislação de regência, não havendo qualquer vício formal ou material”, explicou.
O caso da irregularidade das emendas chegou ao STF por meio de uma representação feita pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) sobre o suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, ligado a produção do filme.
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