Política

Marta defende greve dos professores e diz que reajuste feito por Bruno Reis foi "fatiado"; veja

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Vereadora destaca necessidade de diálogo da prefeitura professores e outros servidores da Educação  |   Bnews - Divulgação Devid Santana/BNews

Publicado em 29/05/2025, às 10h42   Matheus Simoni e Yuri Pastori



A vereadora Marta Rodrigues (PT) se manifestou favorável à greve dos professores da rede municipal de ensino, que já dura mais de 20 dias, causando impacto em pelo menos 131 mil alunos. Em entrevista nesta quinta-feira (29), durante agenda do Governo do Estado, a edil declarou que somente a prefeitura tem a capacidade de articular junto aos educadores uma solução.

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No entanto, ela reforça que a greve não é algo almejado por toda a categoria.

"A gente tem dialogado com a APLB Sindicato, eles têm buscado também a esse entendimento porque a greve é o último recurso que uma categoria vai lá para acontecer. A categoria não quer fazer greve, porque greve tem esse desgaste, que depois tem a situação que uns falam que vão cortar ponto, contra-cheque vem zerado e outros dizem que não. Então tudo isso é um prejuízo tanto para a categoria e para os pais e mães e para os estudantes, porque se não tem aula, as mães também que têm a escola onde vão deixar seus filhos para poder trabalhar ou para fazer alguma outra ação. Acaba não conseguindo ir porque tem que dar a prioridade para os seus filhos", disse a vereadora. 


Marta ainda questionou a falta de diálogo do prefeito Bruno Reis com a categoria dos professores. "O prefeito tem que dizer, ele como gestor, quem tem a caneta na mão é ele, ele pode chamar seu secretariado pra rever isso aí, não desta forma como está sendo", declarou.

"Eu sei que não temos maioria na Câmara, nós respeitamos o rito, nós sabemos que nós somos minoria, que nós vamos perder, mas a gente quer que o rito seja respeitado. E o debate, isso é dado da democracia. Então é isso que a gente tem pedido, mandamos, encaminhamos também para o prefeito. E continuamos, como eu já falei na Câmara, nós temos lado, o nosso lado é dos trabalhadores, na defesa dos trabalhadores, do povo que mais precisa. Por isso que o povo nos elegeu pra estar ali, naquele espaço", acrescentou.

Projeto "fatiado"


Ainda de acordo com a vereadora, o projeto enviado pela Prefeitura de Salvador para reajustar o salário dos professores apresenta diversos pontos críticos e que não atendem aos pedidos da categoria. Marta avaliou que o texto foi "fatiado" e não dialoga com todos os servidores.

"Lá na Câmara a gente não conseguiu acompanhar a leitura, foi feito de forma muito acelerada, não dava a gente entender quais as emendas, nossas emendas, todas foram rejeitadas. E quando a gente recebe, nós não recebemos as emendas nesse período, só quando o projeto foi sancionado e nós nos debruçamos para ver. O plano de cargos de salários do magistério foi todo fatiado, sem discutir com a categoria, mexendo também no estatuto", destacou. 

"E isso é grave, porque um plano, quando você constrói, você tem que ouvir toda a categoria interessada, e agora o prefeito vai, faz todas essas emendas e não dialoga nem com a APLB Sindicato, nem com os próprios professores. Tem um grupo de coordenadores pedagógicos, tem diversos e ele não ouviu e faz isso aí. Então isso é muito ruim, ele tinha que voltar e voltar chamando para negociar, para ver como vai ser. Mas o contrário ele faz, ele acaba agredindo ainda mais", reforçou a vereadora. 

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