Política
A vereadora Marta Rodrigues (PT) criticou com veemência a nomeação do ex-prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge, para o cargo de assessor especial IV na Limpurb, empresa responsável pela limpeza urbana de Salvador. Nomeado desde 1º de fevereiro de 2025, Hagge está lotado em um cargo com remuneração líquida de mais de R$ 17 mil mensais.
Para a parlamentar, a decisão da Prefeitura de Salvador é questionável não apenas do ponto de vista ético, mas também legal e administrativo. “Como pode alguém que mora em outro município assumir um cargo técnico na Limpurb? Qual o know how do ex-prefeito de Itapetinga para atuar na estrutura de limpeza urbana da capital? O que ele fará, objetivamente, na função? A Prefeitura precisa explicar isso à população”, afirmou Marta.
A vereadora destaca que a Limpurb tem sido alvo constante de reclamações dos moradores de diversos bairros, que convivem com a irregularidade na coleta e acúmulo de lixo nas ruas por dias. “Essas críticas não se dirigem aos trabalhadores que estão na linha de frente, mas à qualidade do serviço prestado. Em vez de buscar soluções com base em competência técnica, a Prefeitura opta por alocar aliados políticos. Isso prejudica diretamente o dia a dia da população”, disse.
Marta lembra ainda que o artigo 37 da Constituição Federal estabelece que a administração pública deve seguir os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. “A nomeação de Hagge vai na contramão desses princípios. O que se vê é mais uma movimentação para contemplar aliados do grupo de ACM Neto, como parte de uma estratégia eleitoral antecipada para 2026. A gestão municipal vem sendo usada como moeda de troca para acomodar interesses políticos, e isso é muito grave”, frisou.
A parlamentar afirmou que levará esse questionamento mais uma vez à Câmara Municipal de Salvador e cobrará explicações detalhadas da Prefeitura. “Infelizmente, a transparência não tem sido o forte da gestão de Bruno Reis. E mais uma vez, ele deixa claro que quem realmente manda em sua administração é seu padrinho político, ACM Neto, que tenta manter influência na capital enquanto perde espaço no interior".
Por fim, a vereadora questiona se não haveria profissionais mais qualificados e com experiência comprovada na área para ocupar a função na Limpurb. “Fica evidente que essa nomeação atende mais aos interesses de um grupo político do que ao interesse público. É mais um exemplo do loteamento da Prefeitura de Salvador com vistas às eleições de 2026, em prejuízo da população e da qualidade dos serviços públicos”, concluiu.
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