Política
O novo presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, disse que os mecanismos que poderiam impedir as fraudes em descontos de associativos não foram acionados em gestões passadas.
O presidente anterior do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado da direção da autarquia e, posteriormente, demitido, após operação da Polícia Federal (PF) junto à Controladoria-Geral da União (CGU) no final de abril mirar a fraude, que pode ter descontado indevidamente até R$ 6,3 bilhões em pensões e aposentadorias.
“Havia avisos, alertas, mecanismos, e não foram colocados em prática. O que a gente precisa é colocar em prática, para assegurar ao nosso beneficiário que tudo que mexer na folha dele […] seja resguardado com legitimidade”, afirmou em entrevista à CNN nesta segunda-feira (5).
Para Waller, é preciso que não ocorra apenas a punição dos responsáveis pelas fraudes, mas que ocorra um processo para “sanear” o INSS, de modo a evitar fraudes do tipo. “A ideia é regularizar, é modificar, é planejar mudanças, planejar melhorias no INSS”, disse.
Ainda de acordo com o novo chefe do INSS, por ora, os descontos associativos estão suspensos por “prazo indeterminado”, até que a autarquia pense em um “modelo diferente”.
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