Política
O cirurgião Antônio Luiz Macedo, responsável por atender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desde o atentado a faca sofrido durante a campanha de 2018, afirmou ter sido excluído do atual acompanhamento médico do político por decisão da família.
Especialista em aparelho digestivo, Macedo chegou a operar Bolsonaro em cinco ocasiões, todas relacionadas às complicações decorrentes do episódio em Juiz de Fora (MG), em 2018.
Ex-médico de Bolsonaro aponta interferência de Michelle para saída de equipe: 'Desvalorizado' - #Agora, no https://t.co/uXaNTzLBGU! - https://t.co/gt0h1uTBAM pic.twitter.com/voTvsIcYYO
— bahia.ba (@pontoBA) April 14, 2025
Em entrevista à colunista Carla Araújo, do UOL, o médico comentou a substituição repentina de sua equipe, que até a semana passada seguiu informando sobre o quadro de saúde do ex-presidente.
“Eu jamais neguei atendimento para ele. Já o operei várias vezes em quadros graves (...). Mas, desta vez, não sei se é coisa da dona Michelle, mas provavelmente é coisa da esposa, e ela resolveu chamar um outro grupo para atendê-lo”, declarou, referindo-se a Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente.
Durante o fim de semana, o cirurgião Claudio Birolini passou a representar oficialmente a nova equipe médica, concedendo entrevista coletiva nesta segunda-feira (14). Macedo, por sua vez, afirmou ter se sentido desvalorizado com a decisão da família Bolsonaro.
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“Ingratidão é uma palavra pesada, mas foi uma não valorização do meu trabalho. Ele virou um ex-paciente, sinceramente”, afirmou o cirurgião.
O médico também enfatizou que nunca cobrou pelos atendimentos realizados e explicou que sua principal limitação era a impossibilidade de se ausentar por longos períodos para acompanhá-lo fora de São Paulo: “Eu não poderia ir para Brasília para ficar lá 15, 20 dias cuidando dele. Ele teria que vir para cá, como sempre foi, para que eu pudesse cuidar dele adequadamente.”
Macedo ainda ressaltou a importância do histórico clínico no tratamento do ex-presidente, mencionando que detém os registros completos desde o atentado. “Tenho nos meus prontuários tudo o que ele teve desde a facada até as obstruções intestinais. Ele teve que fazer uma colostomia, e eu fui quem fechou essa colostomia.”
Sobre a decisão da família de transferi-lo de Natal diretamente para Brasília, em vez de São Paulo, Macedo contestou a justificativa apresentada. “Se ele não quis vir e preferiu ser operado lá, se para dona Michelle é mais fácil, tudo bem. O pessoal deve ter operado direitinho, e vamos torcer para que tudo corra bem”, completou.
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