Política

Ex-médico de Bolsonaro afirma ter sido afastado e ‘desvalorizado’ por Michelle; saiba detalhes

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Após operar Bolsonaro em cinco ocasiões, Macedo expressa descontentamento com a nova equipe médica escolhida pela esposa do ex-presidente  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / X
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 14/04/2025, às 15h36



O cirurgião Antônio Luiz Macedo, responsável por atender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desde o atentado a faca sofrido durante a campanha de 2018, afirmou ter sido excluído do atual acompanhamento médico do político por decisão da família.

Especialista em aparelho digestivo, Macedo chegou a operar Bolsonaro em cinco ocasiões, todas relacionadas às complicações decorrentes do episódio em Juiz de Fora (MG), em 2018.

Em entrevista à colunista Carla Araújo, do UOL, o médico comentou a substituição repentina de sua equipe, que até a semana passada seguiu informando sobre o quadro de saúde do ex-presidente

“Eu jamais neguei atendimento para ele. Já o operei várias vezes em quadros graves (...). Mas, desta vez, não sei se é coisa da dona Michelle, mas provavelmente é coisa da esposa, e ela resolveu chamar um outro grupo para atendê-lo”, declarou, referindo-se a Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente.

Durante o fim de semana, o cirurgião Claudio Birolini passou a representar oficialmente a nova equipe médica, concedendo entrevista coletiva nesta segunda-feira (14). Macedo, por sua vez, afirmou ter se sentido desvalorizado com a decisão da família Bolsonaro. 

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“Ingratidão é uma palavra pesada, mas foi uma não valorização do meu trabalho. Ele virou um ex-paciente, sinceramente”, afirmou o cirurgião.

O médico também enfatizou que nunca cobrou pelos atendimentos realizados e explicou que sua principal limitação era a impossibilidade de se ausentar por longos períodos para acompanhá-lo fora de São Paulo: “Eu não poderia ir para Brasília para ficar lá 15, 20 dias cuidando dele. Ele teria que vir para cá, como sempre foi, para que eu pudesse cuidar dele adequadamente.”

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Macedo e Bolsonaro em reunião transmitida pela TV Brasil - Reprodução / Redes Sociais

Macedo ainda ressaltou a importância do histórico clínico no tratamento do ex-presidente, mencionando que detém os registros completos desde o atentado. “Tenho nos meus prontuários tudo o que ele teve desde a facada até as obstruções intestinais. Ele teve que fazer uma colostomia, e eu fui quem fechou essa colostomia.”

Sobre a decisão da família de transferi-lo de Natal diretamente para Brasília, em vez de São Paulo, Macedo contestou a justificativa apresentada. “Se ele não quis vir e preferiu ser operado lá, se para dona Michelle é mais fácil, tudo bem. O pessoal deve ter operado direitinho, e vamos torcer para que tudo corra bem”, completou.

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