Política

Médicos de Bolsonaro desembarcam em Brasília para acompanhar ex-presidente preso preventivamente

Alan Santos/PR
Visitas autorizadas pelo STF ocorrem em meio a preocupações com a saúde do ex-mandatário, que já passou por cirurgias complexas.  |   Bnews - Divulgação Alan Santos/PR
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 23/11/2025, às 11h20 - Atualizado às 11h20



O cardiologista Leandro Echenique e o cirurgião-geral Cláudio Birolini desembarcaram em Brasília neste domingo (23) para visitar Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal (PF), onde o ex-presidente está preso desde sábado (21). As informações são da CNN Brasil. 

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Echenique acompanha o ex-presidente desde 2018, quando Bolsonaro sofreu uma facada durante a campanha eleitoral. Já Birolini passou a cuidar do ex-mandatário em abril deste ano, quando comandou uma cirurgia de mais de 12 horas.

Após decretar a prisão preventiva de Bolsonaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou previamente as visitas de todos os médicos que acompanham o tratamento de saúde do ex-presidente.

Problema de Saúde

Antes de Bolsonaro ser preso, pessoas próximas ao ex-presidente demonstravam preocupação com a saúde do ex-mandatário. Na última sexta-feira (21), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais para dizer que o pai está em estado crítico. 

"Estou com meu pai e jamais o vi como está. Está soluçando dormindo e fico com medo de refluxo nesse estado, o que pode de fato se tornar fatal caso broncoaspire o que vomitar. Se acordado, vomita constantemente; dormindo, fico com calafrios só de olhar", escreveu Carlos. 

Quem também demonstrou preocupação com a saúde de Bolsonaro foi o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Após visita ao ex-presidente, o parlamentar demonstrou preocupação com a possível ida de Bolsonaro para um presídio, por conta da condenação de mais de 27 anos de prisão em regime fechado pelo envolvimento na trama golpista. 

“Está com uma crise forte de soluço. Inclusive, nesta noite praticamente não dormiu — bastante soluço. […] A situação está muito difícil. Tudo isso é decorrente de uma facada”, explicou.

Ainda na sexta-feira (21), a defesa de Bolsonaro encaminhou um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para que o ex-presidente cumpra a condenação imposta no julgamento da trama golpista em prisão domiciliar. 

Para justificar o pedido, os advogados anexaram um relatório médico listando dez problemas de saúde do ex-presidente. O documento é assinado pelos médicos de Bolsonaro e reúne o histórico de cirurgias desde a facada de 2018.

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