Política

Mendonça nega benefício a Vorcaro, mas banqueiro firma confidencialidade ante avanço de delação premiada

Fellipe Sampaio/STF
A transferência de Vorcaro para a PF visa manter o processo dentro dos parâmetros institucionais e evitar benefícios antecipados.  |   Bnews - Divulgação Fellipe Sampaio/STF
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 19/03/2026, às 20h17 - Atualizado às 22h16



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, rejeitou um pedido de prisão domiciliar encaminhado pela defesa do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No entanto, o magistrado  autorizou a transferência do empresário para a superintendência da Polícia Federal (PF). As informações são do blog da jornalista Andréia Sadi, no portal G1. 

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De acordo com a publicação, a decisão ocorre em meio à sinalização da defesa de que o banqueiro pretende firmar um acordo de colaboração premiada. Vorcaro já teria firmado um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a Polícia Federal (PF), abrindo caminho para uma eventual delação.

A decisão de Mendonça em transferir Vorcaro o banqueiro para a superintendência da PF foi vista como uma maneira do processo dentro dos trilhos institucionais, sem antecipar qualquer benefício antes que a delação ocorra.

Ainda segundo o blog, Mendoça só vai homologar a delação se ela for consistente, completa e não seletiva. O entorno do ministro avalia que qualquer tentativa de poupar autoridades ou omitir fatos já conhecidos não será aceita.

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