Política

Mesmo condenado, PL decide manter Eduardo Bolsonaro na suplência ao Senado

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Eduardo Bolsonaro foi condenado a inelegibilidade até 2038, após decisão do STF  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 17/06/2026, às 14h58



O Partido Liberal decidiu manter o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro como o candidato a suplente ao Senado na chapa de reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro iria concorrer às eleições compondo a primeira suplência do deputado estadual André do Prado (PL).

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Segundo membros do partido, em declarações à CNN, o nome de Eduardo será mantido até onde puderem, mesmo que a tendência seja da candidatura do ex-deputado ser inviabilizada pela Justiça Eleitoral. O ex-parlamentar foi condenado, por unanimidade, no Supremo Tribunal Federal (STF), por coação, sendo aplicada a pena de 4 anos de prisão, além de inelegibilidade até 2038.

Segundo a estratégia traçada pelo PL, a ideia era eleger André do Prado como senador e, com Flávio Bolsonaro eleito presidente do Brasil, ele daria perdão ao irmão, que voltaria ao Brasil para assumir o posto de suplente.

Após a condenação no STF, o postulante a senador de São Paulo falou ao SBT News, afirmando que, caso ocorra uma troca na suplência, quem tomaria a decisão final seria o próprio Eduardo. André ainda comentou que a decisão de condenar o ex-deputado foi injusta e fere o direito de liberdade de expressão.

Eduardo Bolsonaro e André do Prado - Reprodução/x

“Não tinha razão para isso. Ele estava usando o direito dele de liberdade de expressão, de imunidade parlamentar que ele tinha enquanto deputado. Espero agora que nós possamos entrar com recurso no pleno do STF para tentar reverter essa situação e ele ter condição jurídica de estar como meu primeiro suplente ao Senado por SP”, disse.

“Ainda não falei com ele, mas vou entrar em contato amanhã para saber quais ações jurídicas ele vai tomar e qual a decisão dele de como ficará a primeira suplência”, completou

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