Política
por Anderson Ramos
Publicado em 21/05/2026, às 09h23
A Câmara dos Deputados aprovou na sessão de quarta-feira (20) um Projeto de Lei (PL) de um uma minirreforma eleitoral, que beneficia partidos políticos no ano de eleições. A votação foi simbólica, isto é, quando não há registro nominal dos votos.
Pelo texto, as regras passam a valer a partir deste ano, sem passar pelo princípio de anualidade da Lei Eleitoral, que exige que as matérias tenham que ser aprovadas até um ano antes do pleito.
Um dos trechos da proposta cria brecha para que os partidos disparem mensagens em massa, inclusive por meio de sistemas automatizados ou bots. Na prática, o relatório impede bloqueio de números oficiais por aplicativos, salvo por ordem judicial.
Outro ponto polêmico é a possibilidade de redução do impacto de punições financeiras a legendas. A proposta amplia o parcelamento de multas para até 180 meses e impede que diretórios nacionais respondam por irregularidades locais.
A proposta também flexibiliza regras de gestão partidária, com a dispensa da comprovação de atividades de funcionários contratados, o que facilita a contratação de funcionários fantasmas. Além disso, o projeto autoriza fundações partidárias a manter instituições de ensino superior.
Tendência ao veto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi aconselhado a vetar a proposta de minirreforma eleitoral caso não seja alterada pelo Senado Federal.
A avaliação feita ao petista, de acordo com relatos feitos à CNN, é de que a proposição cria o risco de um desgaste eleitoral.
A ideia no Palácio do Planalto seria deixar o ônus da iniciativa com o Poder Legislativo, caso ele decida derrubar um veto do presidente.
O texto não é bem visto por uma parcela dos senadores e tem grandes chances de ser alterado na Casa Alta do Congresso Nacional.
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