Política
por Anderson Ramos
Publicado em 21/10/2025, às 11h21
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) quebrou o silêncio após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizar a Petrobras a perfurar poços de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial.
Em nota publicada no site da pasta na noite de segunda-feira (20), o MMA disse que a autorização resulta de um rigoroso processo de análise ambiental por parte do Ibama desde 2014, inicialmente sob responsabilidade da empresa BP Energy e assumido pela Petrobras em dezembro de 2020.
“O procedimento envolveu a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), a realização de três audiências públicas, 65 reuniões técnicas setoriais em mais de 20 municípios dos estados do Pará e do Amapá, além de vistorias nas estruturas de resposta à emergência e na unidade marítima de perfuração, além de uma Avaliação Pré-Operacional (APO) que mobilizou mais de 400 profissionais da Petrobras e do Ibama”, justificou.
O ministério também informou que durante a atividade de perfuração, será realizado novo exercício simulado de resposta à emergência, com foco nas estratégias de atendimento à fauna.
A chefe da pasta, Marina Silva, ainda não se pronunciou publicamente sobre a liberação. A nota publicada no site foi assinada pela Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA.
A autorização para a perfuração acontece a menos de um mês da abertura da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 30, que neste ano será realizada em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro.
Confira a nota na íntegra:
Sobre a concessão da Licença de Operação (LO) nº 1684/2025, que autoriza a perfuração marítima do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, localizado na bacia da Foz do Amazonas, de interesse da Petrobras, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informa:
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
Petrobras comemora
Após receber o aval, a Petrobras revelou que vai começar a perfuração imediatamente. “Por meio desta pesquisa exploratória, a companhia busca obter mais informações geológicas e avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica. Não há produção de petróleo nessa fase”, disse em nota.
A presidente da estatal, Magda Chambriand, definiu o aval como uma “conquista da sociedade brasileira e revela o compromisso das instituições nacionais com o diálogo e com a viabilização de projetos que possam representar o desenvolvimento do País”.
“Esperamos obter excelentes resultados nessa pesquisa e comprovar a existência de petróleo na porção brasileira dessa nova fronteira energética mundial. Vamos operar na Margem Equatorial com segurança, responsabilidade e qualidade técnica”, completou.
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