Política

Ministra de Lula diz que julgamento de Bolsonaro marca "fim de um ciclo histórico" de golpes no Brasil

Antonio Augusto/STF
Bolsonaro e outros sete réus enfrentam acusações graves, incluindo organização criminosa e tentativa de golpe de Estado.  |   Bnews - Divulgação Antonio Augusto/STF
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 02/09/2025, às 09h18 - Atualizado às 09h18



A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), usou as redes sociais nesta terça-feira (2) para comentar sobre o início do julgamento que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito que apura um plano de golpe de Estado no Brasil. A ação tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como um dos réus. 

Em seu perfil no X (antigo Twitter), Gleisi disse que o julgamento "marca o fim de um ciclo histórico, em que permaneciam impunes os que atentavam contra o estado de direito e os governos eleitos pelo povo em nosso país". 

"Todos os ritos do devido processo legal, a presunção de inocência e o direito de defesa foram rigorosamente observados, o que jamais teria acontecido sob as ditaduras do passado ou naquela que os réus, civis e militares, tentaram nos impor", emenda a ministra.

" Agora, a Justiça terá a palavra final. Que seja para afirmar ao Brasil e ao mundo que a era dos golpes e do arbítrio acabou. Democracia Sempre!", concluiu. 

O julgamento

A Primeira Turma do STF começa nesta terça-feira (2) a julgamento do "núcleo 1" da trama golpista. Além de hoje, também estão previstas sessões extraordinárias nos dias 3,9,10 e 12 de setembro também.

Além de Bolsonaro, outras pessoas fazem parte do grupo, são eles: 

  • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-presidente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
  • Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro; e
  • Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022.

Saiba quais são os crimes que o grupo está sendo acusado 

Ao todo, Bolsonaro e os outros sete réus do "núcleo 1" trama golpista respondem a cinco crimes. São eles:

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado pela violência e ameaça grave;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

A exceção fica por conta de Ramagem. Em maio deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou um pedido que suspende a ação penal contra o parlamentar. Com isso, o parlamentar responde apenas aos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Classificação Indicativa: Livre

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