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Ministra sobe tom contra Donald Trump: "Devia usar a Lei Magnitisky contra seu parceiro Netanyahu"

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Ministra Gleisi Hoffmann avalia que a sanção deveria ser aplicada "pelo massacre desumano em Gaza”,  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 31/07/2025, às 19h20



A ministra das Relações Institucionais (Serin), Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que o presidente dos Estados Unidos (EUA), deveria usar a Lei de Magnitsky contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a quem chamou de “parceiro” do mandatário republicano, “pelo massacre desumano em Gaza”. 

Nesta quinta-feira (31), Gleisi Hoffmann usou o X para se manifestar sobre a nova sanção do governo norte-americano contra Alexandre de Moraes. 

“Nenhum país tem o direito de agir como dono do mundo, mas se Trump quisesse mesmo punir o terrorismo, o genocídio e os ataques aos direitos humanos, devia usar a Lei Magnitisky contra seu parceiro Netanyahu, pelo massacre desumano em Gaza”, pontuou a ministra. 

A petista defendeu a atuação do Judiciário no Brasil, que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe no país. Para a titular da Serin, o ex-presidente e Donald Trump “não aceitam” a forma como a Justiça funciona “porque a  extrema-direita não convive com a democracia”.

“Aqui no Brasil, o ministro Alexandre de Moraes é relator de uma ação penal contra Jair Bolsonaro, que tramou um golpe de estado para implantar a ditadura. O STF atua rigorosamente no devido processo legal: os réus tiveram garantia do contraditório e direito de defesa, que entra agora na fase de alegações finais antes do julgamento”, cravou Hoffmann. 

“O STF atua rigorosamente no devido processo legal: os réus tiveram garantia do contraditório e direito de defesa, que entra agora na fase de alegações finais antes do julgamento. É assim que funciona a Justiça, algo que nem Trump nem Bolsonaro querem aceitar, porque a  extrema-direita não convive com a democracia”, acrescentou.

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