Política
O ministro da Defesa israelense, Itamar Ben-Gvir, classificou a assinatura do acordo trilateral entre Estados Unidos (EUA), Israel e Líbano como um “grande erro”. O posicionamento ocorre um dia após o acordo ser firmado.
Itamar Ben-Gvir pediu ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que o acordo seja levado para votação em gabinete. O documento assinado prevê a desmilitarização do grupo islâmico libanês Hezbollah, além de tropas das Forças de Defesa de Israel (FDI) do Líbano.
"De fato, permanecemos na maior parte da área por enquanto, mas o Estado do Líbano não desarmará o Hezbollah de suas armas, membros do governo libanês são ministros do Hezbollah, e não se pode confiar no Líbano para tirar as armas do Hezbollah – exigirei uma votação no gabinete. Apenas os soldados das FDI destruirão o Hezbollah – nenhum outro ator fará isso por nós”, afirmou o ministro da Defesa israelense.
Essa não é a primeira vez que o titular da pasta expressa uma posição contrária ao acordo. Na semana passada, ele afirmou que “todo Líbano deve queimar”, e que “para cada lágrima derramada por uma mãe israelense, mil mães libanesas devem chorar”.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, também criticou o acordo. Para ele, vincular a retirada israelense ao desarmamento do Hezbollah “ultrapassa as linhas vermelhas e torna o Líbano um brinquedo nas mãos de Israel“.
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