Política
por Rebeca Santos
Publicado em 27/05/2026, às 06h40
Para melhorar a imagem do governo e aumentar as chances de se reeleger, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda tem dificuldades para resolver antes de se dedicar só à campanha eleitoral.
Sidônio Palmeira, que foi o coordenador de marketing da campanha de Lula em 2022, é hoje ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom). Ele afirma que nem ele, nem o presidente, podem pensar apenas na reeleição até o fim de julho.
"Agora é hora de concentrar no governo. Lula não é pré-candidato. Ele é presidente", disse à coluna Uol.
Mesmo assim, o governo lançou um conjunto de medidas que somam R$ 144 bilhões neste ano eleitoral. Entre elas estão: mais crédito para as pessoas, renegociação de dívidas, botijão de gás mais barato e o fortalecimento do programa Minha Casa, Minha Vida.
No começo do ano, Lula pediu que Sidônio continuasse no cargo até o fim do mandato. Muitos petistas esperavam que o publicitário baiano deixasse o governo para ajudar na campanha.
Por enquanto, Sidônio diz que vai manter o plano e está focado em divulgar as realizações do governo. No Planalto ainda há quem acredite que, quando a campanha realmente começar, ele vai sair do cargo para trabalhar na eleição de Lula.
Entre os desafios que Sidônio ainda quer resolver antes de outubro, ele cita a aprovação da escala 6 x 1, a judicialização da "taxa das blusinhas" e o funcionamento do Desenrola, que renegocia dívidas.
O Palácio do Planalto está organizando uma agenda para Lula inaugurar obras e participar do maior número possível de eventos, antes que a lei eleitoral impeça essas ações.
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