Política
por Daniel Serrano
Publicado em 24/11/2025, às 19h00 - Atualizado às 19h00
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ironiza, nesta segunda-feira, o vídeo gravado pela Polícia Federal que mostra a tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro danificada. Em entrevista ao portal Uol, Boulos comparou o episódio com a tese defendida por apoiadores do ex-presidente de que os votos nas eleições deveriam ser impressos.
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"A prisão preventiva foi decretada com uma prova inequívoca. Alguns questionaram no primeiro momento, antes do Supremo Tribunal Federal divulgar o vídeo da tornozeleira com solda, questionaram se a medida era adequada ou não. Depois desse vídeo, é absolutamente inquestionável. Nós temos uma prova impressa e auditável daquilo que levou o Bolsonaro à cadeia, que foi uma tentativa absurda de descumprir ordem judicial e retirar a tornozeleira eletrônica", debochou Boulos.
O ministro disse ainda que a condenação de Bolsonaro por tentar um golpe de Estado será exemplo para gerações futuras para evitar novos ataques à democracia.
"Bolsonaro foi preso por tentativa de golpe de Estado. Isso tem uma importância política histórica para o Brasil, porque é a primeira vez que alguém que tentou dar golpe, tentou instaurar uma ditadura, paga pelos seus crimes. Nós não tivemos isso lá atrás no golpe de 64 e nenhum golpista, torturador, ninguém que perseguiu foi preso, ninguém pagou pelos seus crimes. Agora, nesse julgamento da trama golpista, tanto Bolsonaro como generais estão presos por isso. Isso é um sinal para futuro de que o Brasil não admite nada que ataque a nossa democracia, de que o Brasil não vai admitir golpe de Estado, e isso fortalece a democracia brasileira, aliás, tem sido reconhecido dessa forma no mundo todo", avaliou.
Bolsonaro foi preso preventivamente no último sábado (22) por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Na decisão, o magistrado considerou que havia risco de fuga durante a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro. Além disso, o ex-presidente confessou ter usado um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira eletrônica, usada como medida cautelar por determinação do STF.
A prisão não está relacionada com a execução da condenação pela tentativa de golpe de Estado. No caso da trama golpista, a decisão ainda há prazo para a apresentação de recursos.
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