Política

Ministro do STF relata ameaça de funcionário de companhia aérea e faz pedido

Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Segundo ministro, a funcionária disse que era melhor “matar do que xingar” o magistrado  |   Bnews - Divulgação Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 18/05/2026, às 18h01



O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino relatou, nesta segunda (18), ter sofrido uma ameaça de uma funcionária de uma companhia aérea. Segundo relatou, a funcionária teria dito que era “melhor matar do que xingar” o magistrado, após ver o nome dele no cartão de embarque.

Segundo afirmou, a declaração da funcionária direcionada a ele teria sido dada por ela a um policial judicial. Ele afirmou ainda que decidiu compartilhar a situação por considerá-la de interesse coletivo e pediu que as companhias aéreas realizem atividades de educação cívica.

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Só escrevo esse relato por não ser uma situação de interesse exclusivamente pessoal, e sim coletivo. Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar até riscos para segurança de aeroportos e de voos e, por conseguinte, de outros passageiros”, relatou Dino.

“Assim, o pedido que faço às empresas em geral, mas especialmente àquelas que lidam com o público, é que façam campanhas internas de EDUCAÇÃO CÍVICA para que todos possam conviver em PAZ, especialmente nesse ano eleitoral, em que muitos sentimentos se acirram. Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto”, completou o magistrado.

O ministro ainda comentou que o caso pode ser um “caso isolado”, mas com a proximidade do calendário eleitoral, há grande possibilidade de não ser. Segundo ele, as eleições tendem a deixar as manifestações de cunho político recheadas de ódio ainda mais intensas e comuns.

“Então é melhor prevenir. Essa é a sugestão para as empresas e entidades empresariais: orientem e estimulem com campanhas educativas os seus prestadores de serviço a manter o respeito a todas as pessoas, independentemente de preferências, simpatias, opiniões. Será o melhor para a empresa e para os consumidores. Será o melhor para o Brasil”, concluiu.

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