Política

Ministro do TSE propõe tese para julgar casos de deep fake na Corte Eleitoral

Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
Segundo o ministro do TSE, é preciso diferenciar conteúdo sintético feito por IA  |   Bnews - Divulgação Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 26/08/2026, às 10h45



O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, levantou uma proposta de tese jurídica nesta terça-feira (25) com o intuito de nortear os julgamentos sobre uso ilegal de deep fake nas redes sociais em meio à campanha eleitoral.

As deep fakes se dão a partir da criação de conteúdo artificial para prejudicar candidatos. A divulgação desse tipo de conteúdo é proibida pelo TSE. Segundo Mendonça, é preciso diferenciar o conteúdo sintético produzido por IA, que tem regras estabelecidas pela Corte, e casos de deep fake, para garantir a segurança jurídica das decisões. As informações são da Agência Brasil.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

"Considera-se deep fake o conteúdo sintético de áudio, vídeo ou combinação de ambos que, mediante criação, substituição ou alteração digital de imagem ou voz, apresente grau de realismo ou verossimilhança objetivamente apto a produzir falsa percepção de autenticidade quanto a manifestação, comportamento, fato ou circunstância representados", pontuou o ministro.

A proposta foi apresentada por Mendonça em uma decisão em que determinou a remoção de um vídeo com imagens do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Na ação, a campanha argumentou que as cenas eram falsas e foram produzidas por inteligência artificial (IA). No processo, o ministro diz que a suspensão é necessária por não apresentar registros reais do candidato.

Regras

Em março deste ano, o TSE aprovou regras sobre utilização de inteligência artificial durante as eleições gerais de outubro. As normas valem para candidatos e partidos. Os ministros proibiram que provedores de IA permitam, ainda que solicitado pelos usuários, sugestões de candidatos para votar.

Para combater a misoginia digital, o TSE proibiu postagens nas redes sociais com montagens envolvendo candidatas e fotos e vídeos com nudez e pornografia. A Corte Eleitoral também reafirmou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no YouTube!

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)