Política
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, minimizou a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre tomar “atitudes drásticas” caso os preços dos alimentos no país não caiam. Em entrevista, o titular da pasta descartou a adoção de “medidas pirotécnicas” para reduzir a inflação no país.
“Nós editamos as medidas sem nenhum tipo de pirotecnia. Eu quero crer que não será preciso nenhum tipo de medidas ortodoxas, em hipótese alguma. Mas é bom dizer que governos em geral estão tomando medidas ortodoxas, um governo progressista como o do presidente Lula preferiu e prefere medidas normais, que podem ser tomadas”, disse o ministro a GloboNews nesta sexta-feira (7).
Durante uma viagem a Minas Gerais, Lula, em seu discurso, afirmou que o governo tem buscado soluções “pacíficas” para baratear o preço dos alimentos e que caso as ações não tenham eficácia "atitudes mais drásticas porque o que interessa é levar a comida barata para o prato do povo brasileiro".
Carlos Fávaro comentou ainda sobre os governadores que ainda cobram o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os produtos da cesta básica. O ministro ressaltou a postura do governo federal em zerar os tributos e pediu “sensibilidade” dos gestores estaduais.
“Haverá um chamamento. Tenho certeza de que os governadores que ainda cobram terão sensibilidade”, destacou.
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