Política

Moraes 'ameaça' prender Cid em caso de omissão em acordo; entenda

Agência Brasil
Moraes retirou o sigilo da delação de Mauro Cid, nesta quarta-feira (19)  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil

Publicado em 20/02/2025, às 18h20   Luana Neiva



Durante a delação premiada do tenente-coronel e ex-ajudante de ordens doex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ameaça prendê-lo, caso haja omissões em seu depoimento.

"Essa audiência foi prorrogada por mais uma tentativa de permitir ao colaborador [Mauro Cid] que preste as informações verdadeiras. Já há o pedido da Polícia Federal, já há o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República por imediata decretação da prisão, do retorno à prisão do colaborador. Então aqui, é importante e, exatamente por isso, possibilitar uma reflexão maior do colaborador com seus advogados para que esclareçam omissões, contradições da sua colaboração, sobre pena não só da decretação de prisão como também da cessação e consequente rescisão da colaboração", disse Moraes.
Além da possibilidade de prisão, o ministro também mencionou que a sua família poderia ser afetada caso permanecesse omisso nos depoimentos. O acordo firmado envolveu alguns benefícios pelo depoimento do militar.
Entre os benefícios acordados por Cid, estariam um teto de dois anos para sua pena, restituição de bens apreendidos e ainda a extensão de benefícios a seu pai, sua esposa e sua filha maior de idade.

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