Política

Muniz diz que Salvador é "pobre” e defende venda de área verde na Barra para obtenção de recursos

Assessoria
Ao invés da prefeitura arrecadar, a prefeitura gasta”, disse Carlos Muniz em entrevista ao "Se Liga, Bocão"  |   Bnews - Divulgação Assessoria
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 16/04/2025, às 18h58 - Atualizado às 19h49



O presidente da Câmara de Vereadores, Carlos Muniz (PSDB), defendeu a venda da área verde localizada entre o Cristo da Barra e o Clube Espanhol. O edil, em entrevista ao "Se Liga Bocão", da rádio Baiana FM (89,3), justifica que a capital baiana “é uma cidade pobre” e que precisa obter recursos para promover melhorias. 

De acordo com Muniz, o espaço, que teve a venda em leilão criticada pela oposição e por moradores da região, traz, apenas, “despesas” para a prefeitura de Salvador. O vereador argumenta que uma das alternativas para impedir a possível construção de empreendimentos no local seria a aquisição da área pelos próprios moradores. 

“Se os moradores acham que um prédio irá tirar a visão de prédios da região, que eles comprem o prédio e paguem o IPTU. [...] Nem as pessoas que moram ali próximo têm cuidado com a área. Ao invés da prefeitura arrecadar, a prefeitura gasta”, disse Carlos Muniz.

“Salvador é uma cidade muito pobre. Fazer algo para melhorar a saúde não é barato. Bruno Reis tem melhorado muito a estrutura da cidade de Salvador. [...] Nós precisamos arrecadar”, acrescentou. 

No entanto, Muniz ressalta que caso a venda de algumas áreas em Salvador venham trazer algum prejuízo para a popular, ele se posicionará contra as transações. “Não estou dizendo que tem que arrecadar de forma que venha a prejudicar as pessoas”, complementa. 

PDDU

Durante a participação no “Se Liga, Bocão”, Carlos Muniz comentou ainda sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), alvo de polêmica dentro do cenário político em Salvador. Questionado sobre quando o tema será pautado, o vereador informou que o PDDU será apreciado assim que for encaminhado à casa legislativa. 

“Depois que chegar na Câmara. Vamos ter uma média de 20 audiências públicas. Tudo o que nós formos votar sobre o PDDU a população de Salvador saberá. Você mexe com a vida de todos com que convive. Você vai dizer tudo que vai dizer o que pode na cidade. Se você pode construir, ter uma farmácia, um posto de gasolina, ter só residência”, aponta. 

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