Política

Muniz lamenta ausência de moradores da Graça em audiência sobre desapropriação de terreno

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Presidente da Câmara participou de audiência pública para discutir desapropriação do Terreno da Graça  |   Bnews - Divulgação Devid Santana/BNews

Publicado em 14/08/2025, às 12h06   Matheus Simoni e Daniel Serrano



O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), se manifestou sobre o projeto que trata da desapropriação de um terreno na região da Graça, conhecido como o antigo estacionamento da Igreja da Vitória. Batizado de "Terreno da Graça", o local pertence à família Cunha Guedes e serviu como estacionamento de trios elétricos durante o Carnaval de Salvador até 2024. No entanto, o lugar passou a ter outra destinação e dará abrigo a um empreendimento de alto padrão, tanto para uso residencial como também para serviços.

Em entrevista ao BNews, Muniz lamentou que os moradores do bairro não marcaram presença para discutir o projeto. Outras propostas também contarão com audiências públicas com o objetivo de deixar claro para a população.

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"Todos esses projetos serão feitos audiências públicas para que as pessoas saibam o conteúdo dele, saibam para que o projeto realmente vai beneficiar ela. Então, esse projeto de utilidade pública é um projeto que vem a beneficiar os moradores da Graça. Eu esperava aqui que tivesse vários moradores da Graça para que pudesse debater e ver os benefícios que ele teria ou prejuízos que ele terá se o empreendimento que está propondo lá foi realizado. Então é algo a ser discutido principalmente com a população que mora no bairro", afirmou o vereador.

Muniz também declarou que não vê necessidade de envolver o Ministério Público da Bahia (MP-BA) caso a ação avance. A possibilidade foi ventilada pelo vereador Maurício Trindade (PP), que também participou da audiência pública.

"Na realidade, eu não vejo necessidade nenhuma. O projeto tem que ser discutido no âmbito da Câmara Municipal. O projeto aqui é de utilidade pública e é a Câmara Municipal que tomará qualquer decisão. O que o vereador Maurício Trindade falou que eu entendi é que aquelas pessoas que se no futuro vieram a ser prejudicadas, elas têm a obrigação de procurar o Ministério Público para que tome as providências. Mas, em relação ao projeto, pode ter certeza que a decisão será tomada aqui no âmbito da Câmara Municipal de Salvador", disse o presidente da Câmara.

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