Política
por Antonio Dilson Neto e Henrique Brinco
Publicado em 01/07/2026, às 19h05
O secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, celebrou o equilíbrio financeiro do estado e adiantou que o governo baiano planeja injetar bilhões de reais em obras de infraestrutura ao longo de 2026. A declaração foi dada em entrevista ao BNews na noite desta quarta-feira (1º), no Campo Grande, minutos antes da cerimônia oficial de reinauguração do Teatro Castro Alves (TCA).
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De acordo com o titular da pasta, a Bahia consegue manter a vice-liderança nacional em volume de aportes públicos, ficando atrás apenas de São Paulo no ranking de investimentos dos estados. Vitório pontuou que o cenário econômico do estado segue seguro para o decorrer do ano.
Estamos indo para mais um ano de equilíbrio fiscal, com as contas em dia. De novo somos vice-campeões, pelo menos em investimento, atrás apenas de São Paulo. Estamos indo muito bem", afirmou o secretário.
O chefe da Fazenda explicou que a reconstrução do maior complexo cultural da Bahia faz parte de um planejamento macro desenhado pelo governo estadual. Segundo ele, o orçamento planejado para este ano prevê uma perspectiva de alguns bilhões de reais em investimentos, sendo a requalificação do TCA uma das grandes vitrines desse pacote.
Para Manoel Vitório, o valor investido na estrutura transcende o retorno financeiro e toca diretamente no orgulho do povo baiano. O secretário defendeu que o equipamento possui um simbolismo único para a história local.
"Se tem alguma coisa que identifica os baianos, que nos une a todos, é a identidade cultural. Por isso que a gente está aqui hoje. Estou morrendo de curiosidade, ainda não vi o teatro completo, só cheguei a ver no período das obras. Acho que vai ser uma coisa sensacional a reentrega desse equipamento totalmente requalificado e melhor do que era para a sociedade", comemorou.
O espaço cultural mais importante do estado estava interditado desde janeiro de 2023, quando um incêndio atingiu o telhado da Sala Principal. A reconstrução total foi coordenada pela Secretaria de Cultura da Bahia (Secult) e custou cerca de R$ 260 milhões, englobando melhorias no foyer, jardim suspenso, restaurante e salas de ensaio.
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