Política
O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) divulgou nesta quinta-feira (14) uma nota em que afirma que sua participação no projeto do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, limitou-se à busca de investidores privados para a produção audiovisual realizada nos Estados Unidos.
A manifestação ocorre após a divulgação de áudios em que o parlamentar pede R$ 134 milhões ao empresário Daniel Vorcaro , ex-CEO do Banco Master, para financiar o longa-metragem.
Na nota, a assessoria de Flávio afirma que “é preciso restabelecer os fatos e separar investigação séria de tentativa de contaminação política”. O senador sustenta que o projeto não envolveu recursos públicos. Segundo o texto, tratava-se de “uma obra cultural privada, produzida nos Estados Unidos, sem recurso público, sem Lei Rouanet, sem Embratur, sem prefeitura e sem qualquer contrapartida ligada ao meu mandato”.
O parlamentar também negou qualquer relação política ou pessoal com Vorcaro além da negociação para o financiamento do filme. “Me relacionei com Daniel Vorcaro estritamente no papel de um filho que buscava patrocínio de um empresário para o filme em homenagem ao pai”, afirmou.
Ainda de acordo com a nota, “não houve doação, favor, empréstimo pessoal, camaradagem ou vantagem política”. Flávio declarou que o empresário teria realizado “um investimento que previa retorno financeiro conforme o desempenho comercial da obra”.
A assessoria também rebateu suspeitas de repasses ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro. Segundo o texto, “é falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro”. A nota acrescenta que “os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos”.
Flávio Bolsonaro argumentou ainda que o contato com Vorcaro ocorreu em 2024, antes das acusações envolvendo o banqueiro se tornarem públicas. “À época, ele circulava normalmente no mercado, patrocinava eventos, programas de TV e iniciativas empresariais”, diz o comunicado, que cita inclusive a participação do empresário em “evento empresarial em Nova York, promovido por um grande grupo de comunicação brasileiro, em maio de 2024”.
Segundo o senador, a relação foi encerrada após o descumprimento dos aportes financeiros e o surgimento das denúncias. “Quando os aportes deixaram de ser cumpridos e as acusações vieram a público, a relação foi encerrada e outros investidores foram buscados”, declarou.
Na parte final da nota, Flávio faz um contraponto com integrantes do PT e afirma que “não houve reunião fora de agenda com presidente da República, pagamento a ex-ministro por acesso ao governo, contrato milionário com o ministro da Justiça, que é o chefe da PF, nem houve qualquer promessa de favorecimento ao banqueiro”.
O senador conclui defendendo a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o caso. “Por isso, defendo que todos os fatos sejam investigados com rigor e transparência. Por isso, exigimos a CPI do Master já”, afirmou.
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