Política
Publicado em 22/02/2025, às 20h05 - Atualizado às 21h55 Rebeca Santos
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) revelam que o cantor e ex-vereador Netinho de Paula teria oferecido apoio ao agiota do Primeiro Comando da Capital (PCC), Ademir Pereira de Andrade, para organizar uma ação política contra a Penitenciária de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde estão presos líderes da maior facção criminosa do país.
Segundo informações do Mrtrópoles, esses diálogos constam na denúncia apresentada pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), contra policiais acusados de extorsão e delatados por Vinícius Gritzbach, assassinado a tiros de fuzil em novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Netinho de Paula não está entre os denunciados.
Conforme revelado pelo portal, Netinho já havia sido flagrado enviando comprovantes de pagamento de um empréstimo de R$ 2,5 milhões a Ademir Andrade. Nas conversas, o cantor chega a se referir ao operador do PCC como “Banco da gente”.
Os promotores do Gaeco destacam na denúncia que “os diálogos evidenciam o amplo alcance da organização criminosa, que atua em diversas esferas do Estado para beneficiar seus integrantes”.
Na denúncia contra Andrade e outros investigados por extorsão e vínculos com o PCC, os promotores afirmam que o operador da facção tentou mobilizar, por meio de contatos políticos de Netinho, uma ofensiva relacionada ao presídio federal de Mossoró (RN), onde estavam detidos líderes do PCC, como Décio “Português” e Gilberto Aparecido dos Reis, conhecido como Fuminho, este último apontado como sócio de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Imperdível
Smartwatch barato
Limpeza inteligente
copa chegando