Política
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 07/06/2026, às 17h52 - Atualizado às 17h57
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) gravou e publicou um vídeo em suas plataformas digitais na tarde deste domingo (7) para criticar uma declaração feita por Bárbara Carine, professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e influenciadora digital.
O embate começou após a educadora baiana relatar um incômodo vivido durante o atendimento em um estabelecimento comercial.
No relato original que deu início à polêmica, Bárbara narrou que, após almoçar em um restaurante e solicitar a conta, o atendente do local perguntou de forma imediata se a modalidade de pagamento escolhida seria o cartão de crédito.
Por que que isso me irrita? Parece uma coisa boba. Me irrita porque tá vinculado a uma dimensão de escassez, né, associada a pessoas negras. Entende-se que pessoas negras não têm dinheiro vivo", defendeu a educadora em seu vídeo de desabafo.
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A argumentação da influenciadora baiana não passou despercebida pelo parlamentar mineiro, que utilizou seu perfil oficial para rebater a tese da professora. Nikolas Ferreira ironizou a situação e argumentou que enxergar problemáticas raciais em perguntas cotidianas de comércio acaba por esvaziar as discussões sérias sobre o tema.
"Então, espera aí, o vendedor... não pode ser vendedor não, uai. Ele não pode te falar o preço das coisas, ele não pode te oferecer ali um produto mais barato, ele não pode estar atrás de você ali, entendeu? Esse tipo de coisa que ninguém aguenta, porque sabe o que que essa pessoa está fazendo, que é uma professora da Universidade Federal da Bahia? Ela está literalmente descredibilizando, atrapalhando a luta de fato contra o racismo", disparou o deputado.
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Ferreira prosseguiu em sua crítica associando o episódio a outras expressões e termos linguísticos debatidos socialmente.
"Porque caramba, se qualquer coisa no seu dia a dia pode se tornar racismo, então velho, nada é racismo, uai. É daí que surgem as ideias de não pode falar que você 'denegriu' alguém, porque isso é racismo. Não pode falar que 'a coisa está preta', porque senão vai falar associado à cor da pessoa. Não pode falar 'criado-mudo', porque senão ofende os mudos. E assim, você percebe que a pessoa está tão fora de si, que ela entrou dentro do carro, está dirigindo, gravando ao mesmo tempo, para falar uma besteira dessa", emendou.
Por fim, Nikolas criticou a abordagem que a professora teria adotado com o funcionário do restaurante que apenas teria feito uma pergunta simples.
Fico pensando nesse vendedor, tadinho. O cara só perguntou crédito e fez a professora gravar um vídeo de 3 minutos. Imagina se ele tivesse perguntado 'aproximação'. Já era, amigo. Aí seria assédio, com violência, com racismo. Sério, velho, que povo fresco que se ofende com tudo, né? Ah, não", concluiu Nikolas.
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