Política

Nikolas Ferreira faz revelação sobre estado de saúde após iniciar caminhada de 200 km: "sintomas de algo muito mais profundo"

Imagem Nikolas Ferreira faz revelação sobre estado de saúde após iniciar caminhada de 200 km: "sintomas de algo muito mais profundo"
A ideia de Nikolas é chegar à capital federal no próximo domingo (25)  |   Bnews - Divulgação
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 20/01/2026, às 06h28



O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) começou na última segunda-feira (19) uma caminhada chamada “pela liberdade”, saindo do interior de Minas Gerais em direção a Brasília.

Pelas redes, Nikolas também mostrou os pés depois de algumas horas andando e contou que estava com muita dor de cabeça por causa do esforço.

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No primeiro dia, ele e os apoiadores que o acompanhavam já caminharam cerca de 30 km.

A ideia é chegar à capital federal no próximo domingo (25) e fazer uma manifestação. O percurso  é de mais de 200 km, saindo de Paracatu (MG) e seguindo pela BR-040 até Brasília (DF).

Nas redes sociais, Nikolas publicou uma carta aberta explicando o motivo da caminhada.

Ele disse que o ato é simbólico e não pretende ser uma solução mágica para salvar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros aliados que estão sendo investigados.

“E não, esta caminhada não é uma bala de prata. Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil, nem pretende substituir instituições, leis ou o dever de cada cidadão. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico – e símbolos importam mais do que muitos imaginam”, disse Nikolas Ferreira.

Vários políticos de direita estão apoiando e pretendem acompanhar o deputado nessa caminhada. Até agora, já confirmaram presença nomes como os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE), Zé Trovão (PL-SC), Carlos Jordy (PL-RJ), além dos vereadores Lucas Pavanato (PL-SP) e Fernando Holiday (PL-SP).

Veja carta completa de Nikolas Ferreira:

“Escrevo estas linhas para explicar, com o coração aberto, por que decidi caminhar de Minas Gerais até Brasília. Não é um gesto de vaidade. Não é espetáculo. É um ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade.

A desumanização dos brasileiros presos após o dia 8, submetidos a processos ilegais, parciais e arbitrários, bem como a perseguição sistemática a opositores políticos, entre eles Jair Bolsonaro, não são fatos isolados. São sintomas de algo muito mais profundo e perigoso: o cansaço moral de uma nação que vê o mal triunfar sem consequências, escândalos sucederem escândalos, o crime organizado avançar sobre o território e as instituições, enquanto o cidadão honesto é esmagado por um Estado inerte para proteger o bem, mas voraz para cobrar impostos.

Esta caminhada nasce, portanto, não apenas como um clamor por justiça a casos concretos, mas como um chamado à consciência nacional, para reavivar no brasileiro a esperança, a coragem de fazer o que é certo e a disposição de enfrentar e derrotar o mal que tenta se normalizar entre nós. O povo brasileiro encontra-se inerte, não apenas pelo medo, como muitos acreditam, mas por um estado de paralisia psicológica construído de forma deliberada e intencional.

Dito isso, este ato é uma etapa pela liberdade e pelo tratamento digno aos presos do dia 8 de janeiro, que foram submetidos a violações de direitos humanos e de garantias fundamentais. E também ao Jair Bolsonaro, Filipe G. Martins, Coronel Naime e tantos outros que sofrem dos mesmos abusos processuais.

Por isso, esta causa passa, necessariamente, pela derrubada do veto à dosimetria das penas no Congresso.

Chegarei a Brasília no dia 25 de janeiro para mostrar, com presença física e pacífica, que ainda há brasileiros atentos, solidários e comprometidos com a justiça, com a dignidade humana e com a liberdade.

E se nada der “certo”? Ainda assim, precisamos fazer o que é certo, sem viver apenas da expectativa de que tudo dê certo. Se os presos injustamente do dia 8 e o presidente Jair Bolsonaro se sentirem acolhidos, perceberem o carinho do povo brasileiro, souberem que não estão abandonados e houver um despertar da consciência nacional, então cada quilômetro percorrido já terá valido a pena.

A caminhada será ordeira e pacífica. Não tem como objetivo praticar crimes ou gerar desordem. Trata-se apenas do exercício legítimo do direito de ir e vir e do direito de manifestação, garantidos pela Constituição a qualquer cidadão.

E não, esta caminhada não é uma bala de prata. Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil, nem pretende substituir instituições, leis ou o dever de cada cidadão. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico – e símbolos importam mais do que muitos imaginam.

Que cada brasileiro saiba: a liberdade não se pede de joelhos; defende-se de pé”.

Classificação Indicativa: Livre

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