Política

Nikolas Ferreira divulga carta aberta e explica motivos de caminhada até Brasília

Reprodução/Redes sociais
O deputado nega que a caminhada seja um espetáculo e afirma que é um compromisso com a liberdade e dignidade humana.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 19/01/2026, às 20h17 - Atualizado às 20h17



O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) utilizou as redes sociais na noite desta segunda-feira (19) para divulgar uma “carta aberta ao povo do Brasil” na qual explica sobre os motivos que o levaram a começar a realizar uma caminhada do interior de Minas Gerais até Brasília.

No primeiro dia, o parlamentar e apoiadores andaram cerca de 30 km. O plano é chegar a Brasília no próximo domingo (25) e realizar uma manifestação.

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp

No texto, Nikolas nega que a caminhada seja um gesto de “vaidade” ou seja um “espetáculo”. O parlamentar garantiu que a caminhada é um “ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade”. “Que cada brasileiro saiba: a liberdade não se pede de joelhos; defende-se de pé”, argumentou.

“Não, esta caminhada não é uma bala de prata. Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil, nem pretende substituir instituições, leis ou o dever de cada cidadão. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico – e símbolos importam mais do que muitos imaginam”, disse Nikolas Ferreira.

Alguns parlamentares estão se mobilizando para acompanhar Nikolas Ferreira na caminhada. Até o momento, acompanham o deputado mineiro: os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE), Zé Trovão (PL-SC) e Carlos Jordy (PL-RJ), além dos vereadores Lucas Pavanato (PL-SP) e Fernando Holiday (PL-SP).

Leia a carta na íntegra

CARTA ABERTA AO POVO DO BRASIL

Escrevo estas linhas para explicar, com o coração aberto, por que decidi caminhar de Minas Gerais até Brasília. Não é um gesto de vaidade. Não é espetáculo. É um ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade.

A desumanização dos brasileiros presos após o dia 8, submetidos a processos ilegais, parciais e arbitrários, bem como a perseguição sistemática a opositores políticos, entre eles Jair Bolsonaro, não são fatos isolados. São sintomas de algo muito mais profundo e perigoso: o cansaço moral de uma nação que vê o mal triunfar sem consequências, escândalos sucederem escândalos, o crime organizado avançar sobre o território e as instituições, enquanto o cidadão honesto é esmagado por um Estado inerte para proteger o bem, mas voraz para cobrar impostos.

Esta caminhada nasce, portanto, não apenas como um clamor por justiça a casos concretos, mas como um chamado à consciência nacional, para reavivar no brasileiro a esperança, a coragem de fazer o que é certo e a disposição de enfrentar e derrotar o mal que tenta se normalizar entre nós. O povo brasileiro encontra-se inerte, não apenas pelo medo, como muitos acreditam, mas por um estado de paralisia psicológica construído de forma deliberada e intencional.

Dito isso, este ato é uma etapa pela liberdade e pelo tratamento digno aos presos do dia 8 de janeiro, que foram submetidos a violações de direitos humanos e de garantias fundamentais. E também ao Jair Bolsonaro, Filipe G. Martins, Coronel Naime e tantos outros que sofrem dos mesmos abusos processuais.

Por isso, esta causa passa, necessariamente, pela derrubada do veto à dosimetria das penas no Congresso.

Chegarei a Brasília no dia 25 de janeiro para mostrar, com presença física e pacífica, que ainda há brasileiros atentos, solidários e comprometidos com a justiça, com a dignidade humana e com a liberdade.

E se nada der “certo”? Ainda assim, precisamos fazer o que é certo, sem viver apenas da expectativa de que tudo dê certo. Se os presos injustamente do dia 8 e o presidente Jair Bolsonaro se sentirem acolhidos, perceberem o carinho do povo brasileiro, souberem que não estão abandonados e houver um despertar da consciência nacional, então cada quilômetro percorrido já terá valido a pena.

A caminhada será ordeira e pacífica. Não tem como objetivo praticar crimes ou gerar desordem. Trata-se apenas do exercício legítimo do direito de ir e vir e do direito de manifestação, garantidos pela Constituição a qualquer cidadão.

E não, esta caminhada não é uma bala de prata. Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil, nem pretende substituir instituições, leis ou o dever de cada cidadão. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico - e símbolos importam mais do que muitos imaginam.

Que cada brasileiro saiba: a liberdade não se pede de joelhos; defende-se de pé.

Pelo fim das prisões injustas,

Pelo fim da impunidade,

Pelo fim da perseguição política,

Pelo fim do ativismo judicial,

Por liberdade,

Nikolas Ferreira

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)