Política

“Ninguém é obrigado a ficar no governo”, diz Gleisi após desembarque do União Brasil e PP

Gil Ferreira/SRI-PR
Ministra afirmou que quem ficar na gestão terá a obrigação de defender o governo  |   Bnews - Divulgação Gil Ferreira/SRI-PR
Redação

por Redação

redacao@bnews.com.br

Publicado em 02/09/2025, às 19h55



Após o União Brasil e o PP – que formam a federação União Progressista - oficializarem a saída do governo Lula, nesta terça-feira (2) a ministra da Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou "que ninguém é obrigado a ficar no governo".

Em uma postagem na rede social X, antigo Twitter, a chefe da articulação política do petista também afirmou que não está pedindo para ninguém sair, mas quem ficar terá a obrigação de defender o governo.

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"Respeitamos a decisão da direção da Federação da UP. Ninguém é obrigado a ficar no governo. Também não estamos pedindo para ninguém sair. Mas quem permanecer deve ter compromisso com o presidente Lula e com as pautas principais que este governo defende, como justiça tributária, a democracia e o estado de direito, nossa soberania. Precisam trabalhar conosco para aprovação das pautas do governo no Congresso Nacional", disse a ministra em uma publicação nas redes sociais.

O anúncio do desembarque foi feito pelo presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e pelo presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), nesta tarde. Os dois dirigentes anunciaram que filiados aos partidos devem deixar cargos no governo do presidente Lula.

Nogueira e Rueda acertaram os detalhes do comunicado público após conversarem diretamente com os ministros do Turismo, Celso Sabino (União-PA), e do Esporte, André Fufuca (PP-MA).

Os ministros vinham defendendo permanecer por mais tempo nos cargos, mas os comandantes das legendas consideraram a situação insustentável. Eles deixaram claro que, se não saíssem, Fufuca e Sabino seriam expulsos das respectivas siglas.

Mesmo sendo considerados parte da cota do União Brasil, os ministros do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e das Comunicações, Frederico Siqueira, devem ser poupados nas mudanças.

Isso porque eles não são filiados aos partidos atualmente e são apadrinhados pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP).

Os presidentes não comentaram a situação do presidente da Caixa, Carlos Vieira, tido como um indicado do ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL), uma das lideranças do PP.

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