Política

"Ninguém vai ficar impune, em algum momento a conta vem", dispara Jerônimo ao comentar condenção de Bolsonaro

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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) ainda alfinetou os aliados não declarados do ex-presidente na Bahia  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews

Publicado em 26/11/2025, às 08h27   Rebeca Silva e Tiago Di Araujo



Jerônimo Rodrigues (PT) participou do lançamento da Operação Verão, da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), realizada na manhã desta quarta-feira (26), no Jardim de Alah, em Salvador.

Em entrevista à imprensa, o governador da Bahia aproveitou para comentar sobre a determinação do STF para Bolsonaro começar a cumprir a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

"É um tema jurídico, um governador, um deputado pode até fazer uma crítica, fazer um questionamento, mas é uma decisão tomada. E nenhum de nós, nenhum de nós, nenhum que está na política pode se sobrepor à lei e pode se sobrepor à Justiça. Alguém pode achar que tenha sido injustiçado aquilo ali, mas há o direito de defesa, os advogados estão fazendo isso e as pessoas pagam aqui".

O petista aproveitou para parabenizar a condenação e destacou a gravidade do ato dos condenados.

"Ninguém vai ficar impune, em algum momento a conta vem. Quem mexe com recursos públicos indevido, quem tem práticas como foi feita pelo governo passado, dirigido pelo ex-presidente, criar um ambiente de insegurança à democracia, tem que pagar aqui. Todo esse movimento que foi feito de ameaçar com morte a um presidente da República, a um vice-presidente da República, a um ministro do Supremo, é muito grave isso".

"Nós não podemos, nós temos uma democracia muito jovem, mas muito firme. Eu acredito na Justiça, assim como acredito no Legislativo. Se eu não acreditasse, não dava pra gente poder continuar fazendo isso. Então, está pagando o que se deve. Eu espero que a justiça seja muito justa em torno disso", completou.

Por fim, Jerônimo ainda cutucou os aliados de Bolsonaro na Bahia, sejam eles os publicamente declarados ou os que prestam apoio nos bastidores políticos. "Eu espero também que as pessoas que ficaram com tanto faz na Bahia, tanto faz, dá pra entender o que aconteceu aí. Não é tanto faz. Tinha intenção e as pessoas que seguem um presidente, um deputado, alguém que revela uma perversidade com a democracia brasileira, precisa rever seus atos".

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