Política

"Nunca vamos medir forças com os Estados Unidos", diz ministro da Defesa

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O ministro da Defesa, José Múcio, em passagem por Salvador nesta sexta-feira (12), defendeu maiores investimentos no setor  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Daniel Serrano e Davi Lemos

por Daniel Serrano e Davi Lemos

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 12/06/2026, às 19h42 - Atualizado às 19h56



O ministro da Defesa, José Múcio, declarou nesta sexta-feira (12), em conversa com a imprensa, que não pretende medir forças com os Estados Unidos, mas tomar o país como modelo para produzir e vender equipamentos de defesa. A declaração do ministro ocorre no momento em que o governo Donald Trump manifesta interesse por terras raras brasileiras e impõe tarifas a produtos brasileiros.

"Nós nunca vamos medir forças com os Estados Unidos. Eles são um país que se preparam para a guerra, mas eles vendem muito equipamento de defesa. Eu quero copiar os Estados Unidos na estratégia de vender equipamento de defesa. Hoje nós somos 4% do PIB, já fomos 3% há pouco tempo, multiplicamos por 4 a nossa balança comercial na área de defesa, podemos multiplicar isso por muito mais, podemos ser exportadores de tecnologia, podemos gerar muito emprego aqui", disse José Múcio

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Ele complementou: "A base de defesa hoje representa o que? 4% do PIB. Pode ir para 8%. O americano tem isso em 10%, tem muitos países europeus que investem em indústria de defesa sem irem para a guerra. A nossa defesa é defender o nosso território, as nossas riquezas, a nossa soberania e o nosso povo".

O ministro da Defesa defendeu a necessidade investimento na área mesmo que o Brasil não viva em guerra. "As forças armadas brasileiras é como se fosse uma orquestra com excelentes músicos e às vezes sem os instrumentos compatíveis com suas excelências. Precisava se investir mais. Nós temos tanta precariedade em outras áreas, educação, saúde, que é muito difícil para um governante dar prioridade à defesa quando muitos dizem assim, mas nós não temos conflitos", comentou Múcio.

O ministro ainda argumento que o Brasil vive "conflitos internos". "Temos guerra com facções, enchente no sul, seca no norte, incêndio do centro-oeste. Nós temos batalhas que não são com bala, mas são os nossos soldados que atuam nisso. Durante a enchente do Rio Grande do Sul, tinha 30 aviões da Força Aérea Brasileira lá, 8 navios, tinham 20 mil soldados do exército. Isso é uma guerra", salientou.

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