Política

Ministro da Defesa detalha planos para fronteiras do Brasil e destaca investimentos na Bahia: "Defender soberania"

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Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 12/06/2026, às 18h30 - Atualizado às 18h41



O ministro da Defesa, José Múcio, esteve em Salvador, nesta sexta-feira (12), para participar do 1°Encontro de Inovação Aeroespacial, ao lado de representantes da Força Aérea Brasileira (FAB), do SENAI CIMATEC, além de empresas de defesa e de tecnologia, de universidades e centros de pesquisa.

O evento teve como objetivo discutir o fortalecimento do Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA), como um novo polo de desenvolvimento de projetos no setor aeroespacial. 

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Em entrevista coletiva, Múcio destacou a iniciativa do Ministério da Defesa, durante a sua gestão, de descentralizar os investimentos e fortalecer a indústria de defesa em todo o território nacional. 

"Toda semente é pequenininha, mas a árvore pode ser muito frondosa. Isso aqui será um grande parque aeronáutico do Brasil. Eu sonho que isso tá plantado no Nordeste, como bom nordestino, que isso é uma descentralização de oportunidades, para que a gente faça com que todos os brasileiros tenham oportunidades junto da sua casa", disse.

"Nós não estamos pensando em guerra. Nós queremos ter uma forte indústria de defesa para nos defender. Defender o nosso território, defender a nossa soberania. E uma indústria, vamos dizer, que seja um propulsor de novas tecnologias. Nós queremos exportar cientistas, exportar técnicas brasileiras. Aqui será um grande laboratório, aqui será uma grande faculdade aberta, para que possam exportar tecnologia, divisas e emprego para o Brasil", emendou.

Viagem pela América do Sul

Múcio também comentou o início da série de viagens que está fazendo pela América  do Sul com o objetivo de fortalecer a cooperação militar e ampliar a integração regional. Até o momento, o ministro passou pela Argentina e tem viagens agendadas para o Paraguai, Peru e Chile.

Segundo o titular da Defesa, o objetivo das viagens é estreitar as relações com os países vizinhos, focando nos objetivos em comum. 

"Nós temos muitas coisas em comum. Muitas vezes nós nos atropelamos por pequenas divergências e procuramos e deixamos de incentivar uma quantidade enorme que nós temos de convergência", disse.

"Preocupação comum: temos as nossas fronteiras. Temos 17 mil quilômetros de fronteira, quase 18 mil quilômetros de fronteira com os nossos vizinhos. São 10 países fronteiriços. Fora uma possibilidade enorme para que a indústria brasileira de defesa se faça presente nesses lugares todos", acrescentou.

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