Política
por Henrique Brinco
Publicado em 17/05/2025, às 16h34 - Atualizado às 16h38
A deputada Carla Zambelli (PL-SP) foi condenada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por ordenar a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas recebeu apoio público apenas dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF). O restante da base bolsonarista permaneceu em silêncio.
Desde 2022, quando sacou uma arma e perseguiu um opositor às vésperas do segundo turno das eleições, Zambelli passou a ser evitada por parte da direita. A condenação a tornou inelegível por oito anos, com base na Lei da Ficha Limpa.
A prisão e a perda do mandato só poderão ocorrer após o julgamento dos recursos. A deputada afirmou que vai recorrer e articula na Câmara para barrar a ação penal, como ocorreu com Alexandre Ramagem (PL-RJ). Segundo ela, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), autorizou o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), a trabalhar nesse sentido.
Em coletiva em São Paulo, Zambelli declarou que não sobreviveria à prisão e pretende solicitar regime domiciliar por motivos de saúde. Ela alega sofrer de síndrome de Ehlers-Danlos, depressão e problemas cardíacos.
O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator de uma ação da Câmara para manter a suspensão do processo contra Ramagem. Integrantes do STF avaliam que o instrumento usado, uma ADPF, pode ser inadequado e acabar arquivado.
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