Política

Olívia Santana diz o que pensa sobre nova decisão do bloco “As Muquiranas”

Joilson César/BNews
A deputada também é autora de um projeto que proíbe o uso de pistolas d'água por integrantes do bloco  |   Bnews - Divulgação Joilson César/BNews
Daniela Pereira e Téo Mazzoni

por Daniela Pereira e Téo Mazzoni

daniela.pereira@bnews.com.br

Publicado em 26/04/2023, às 11h10 - Atualizado às 11h11



A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) disse o que pensa sobre a decisão do bloco “As Muquiranas” de aplicar a numeração em cada fantasia e vincular as roupas ao cadastro do associado a partir do Carnaval de 2024.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (24), durante audiência com o Ministério Público da Bahia (MP). As decisões foram deliberadas sem a assinatura do Termo de Ajuste de Conduta (TAC). A audiência foi conduzida pela promotora de Justiça Sara Gama, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid).

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“São possibilidades para combater esses atos, o que não pode é deixar proliferar, continuar acontecendo e ser ampliando. Eu estou com muita expectativa e quero fazer um apelo aos meus colegas da Assembleia Legislativa que votam o projeto que proíbe o uso das pistolas de jato d’água. Eu penso que se a gente extinguir o uso dessas pistolas durante o carnaval já vai ajudar bastante no combate a violência porque é o artefato que é utilizado pra realizar esses ataques a mulheres e à comunidade LGBTQIA+”, lembrou a comunista.

O tema ganhou força após o Carnaval deste ano, quando membros do bloco As Muquiranas se envolveram em diversas confusões com a utilização do artefato. Em uma das imagens mostradas pelo BNews, foi possível ver homens que integram o bloco encurralaram uma mulher, formando uma roda.

O caso só foi solucionado após a chegada dos agentes da guarda municipal. Eles acolhem a vítima e um dos homens ainda aponta o dedo indicador para a mulher, como se estivesse a acusando de algo. No entanto, ele não obtém sucesso na tentativa.

De acordo com o diretor do bloco, Washington Pavaneli, além da numeração, o folião que responder a um processo relacionado à Lei Maria da Penha não será aceito no bloco.

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