Política
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (13), a nona fase da Operação Overclean. A ação investiga os desvios de emendas parlamentares e fraudes em licitações. Nesta etapa, os alvos da intervenção policial são políticos, empresários e operadores vinculados a parlamentares. Um dos alvos desta fase é o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT).
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A Polícia Federal informou que ao menos R$ 271,7 milhões foram bloqueados em três fases da investigação.
A primeira fase da Overclean foi deflagrada em dezembro de 2024. A suspeita é que a organização criminosa investigada teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de contratos fraudulentos e superfaturamento de obras, favorecendo empresas e indivíduos ligados a administrações municipais. Inicialmente, as investigações começaram para investigar desvios de recursos de emendas parlamentares destinadas ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e da atuação de empresários junto a agentes públicos para destravar contratos.
Uma outra fase da operação foi deflagrada em abril do ano passado, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e Aracaju. Entre os principais alvos estava o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, que fez parte da executiva nacional do União Brasil. Na época da operação, ele negou irregularidades.
Nessa mesma etapa, o secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral, que também foi secretário de Salvador, acabou sendo afastado do comando da pasta por determinação do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob suspeita de obstrução de Justiça.
No mês seguinte, a PF deflagrou a terceira fase da Overclean. Na oportunidade, foram apreendidos R$ 120,8 mil em espécie, além de um relógio de luxo, joias e aparelhos eletrônicos, em uma residência de Barral. Na ocasião, as investigações apontaram para uma relação entre o secretário e Marcos Moura, que já havia sido preso preventivamente na primeira fase da operação e solto posteriormente.
Uma nova etapa da operação foi deflagrada em junho, dessa vez focada na liberação de emendas parlamentares. Nessa fase, dois prefeitos da Bahia foram afastados do cargo, além de um assessor do deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT), apontado como operador do esquema.
Outro parlamentar baiano citado na operação foi o deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil). Ele não foi alvo de nenhuma fase da operação. Já o seu irmão, Elmo Nascimento, prefeito de Campo Formoso (BA), foi alvo de buscas em julho do ano passado.
O parente de Elmar que se tornou alvo da Operação Overclean foi o primo do parlamentar, Francisco Manoel do Nascimento Neto, conhecido como Francisquinho Nascimento, também filiado ao União Brasil. Francisquinho é vereador eleito de Campo Formoso. Em uma fase da operação, ele chegou a arremessar uma sacola com R$ 220 mil pela janela momentos antes de ser preso.
Em outubro do ano passado, mais um parlamentar baiano foi alvo da operação. Na oportunidade, o deputado federal Dal Barreto (União Brasil) foi abordado no aeroporto de Salvador e teve o celular apreendido.
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