Política

Oposição insiste em CPI para investigar fraudes no INSS

Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
A CPI do INSS enfrenta desafios com outros requerimentos em pauta, mas a oposição busca abrir espaço para a investigação.  |   Bnews - Divulgação Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Publicado em 08/05/2025, às 09h02 - Atualizado às 09h02   Cadastrado por Daniel Serrano



A oposição ao governo Lula na Câmara dos Deputados deve insistir na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). A bancada ainda adiou, por duas semanas, o protocolo do requerimento para que seja criada uma comissão mista (CPMI), formada por deputados e senadores.

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De acordo com o jornal Folha de São Paulo, oposicionistas avaliam que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), estaria mais disposto a iniciar a investigação do que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A oposição entende que Alcolumbre está mais alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois de articular a rejeição ao projeto que prevê anistia aos condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro e preparar um projeto de lei alternativo, que muda as penas, mas não concede o perdão.

Além disso, Alcolumbre voltou a acompanhar Lula em uma viagem internacional, desta vez na viagem à Rússia. Com isso, o Senado ficou esvaziado ao longo desta semana, o que deve se repetir na próxima. Com isso, a CPMI começaria a ser debatida apenas a partir do dia 15.

Alcolumbre ainda teria sinalizado que não concorda com a instalação de uma CPI para investigar os desvios neste momento. O senado entende que a comissão tiraria o foco das demais atividades do Congresso.

Já Motta tem dito a deputados do PL que não tem como instalar a CPI para investigar a fraude no INSS por existir outros 11 requerimentos de instalação de CPI na frente. No entanto, ele indicou que poderia criar a comissão se a oposição abrisse mão de parte dessas outras investigações.

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