Salvador

Ponte Salvador-Itaparica terá orçamento de R$ 12 bilhões e tecnologia chinesa inédita no Brasil, diz secretário

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Secretário da SVPonte e engenheiro do projeto da Ponte Salvador-Itaparica detalham orçamento e geração de empregos  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Antonio Dilson Neto e Alex Torres

por Antonio Dilson Neto e Alex Torres

Publicado em 05/08/2026, às 14h45 - Atualizado às 14h50



Durante o Workshop 2026 – Desenvolvimento das Obras da Ponte Salvador-Itaparica, realizado nesta quarta-feira (5) em São Roque do Paraguaçu, distrito de Maragogipe, a Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste e a Concessionária Ponte Salvador-Itaparica apresentaram o balanço financeiro e o cronograma técnico do empreendimento.

O titular da SVPonte, Mateus Dias, detalhou a composição orçamentária do projeto, estimado em R$ 12 bilhões. 

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Em termos de dinheiro de hoje é uma coisa aí na casa de R$ 12 bilhões. Desse investimento, o governo do estado está entrando agora nessa parte da construção com cerca de R$ 3 bilhões. Estão vindo R$ 3 bilhões do Governo Federal no projeto que foi inserido no PAC. Então a gente tá falando aí de R$ 6 bilhões de investimento público. E como se trata de uma parceria público-privada, como vocês sabem, a gente tem aí um investimento da parte do privado na casa de R$ 6 bilhões de reais também", explicou o secretário.

Mateus Dias destacou ainda a origem dos aportes privados e a projeção do retorno socioeconômico para o estado. "Esse dinheiro em parte é investimento de equity, ou seja, dinheiro do próprio empreendedor, e uma grande parte dele também dinheiro de financiamento do nosso Banco do Nordeste, financiamento de bancos de desenvolvimento chineses que também estão apoiando o projeto, e uma parte menor também deve vir do BNDES. É um projeto que a gente espera gerar em retorno econômico e social para o estado da Bahia cerca de R$ 40 bilhões. Nós vamos colocar R$ 3 bilhões no nosso orçamento nos próximos cinco anos e esperamos gerar isso em retorno durante a operação do sistema", pontuou.

A construção trará para a Baía de Todos-os-Santos uma tecnologia inédita de suporte, além de soluções complexas em seu percurso. "É uma ponte que em determinado momento ela vira túnel submarino. São empresas que a gente sabe que têm o know-how necessário para construir esse projeto. Uma prova disso é que a gente tá trazendo uma tecnologia inovadora para construção, que é a da plataforma de apoio provisório. Isso é amplamente utilizado já na China há mais de uma década, mas é uma tecnologia inédita aqui no Brasil e na América Latina. Nós temos essa frente de Salvador e temos a frente lá de Vera Cruz, que já está mobilizada e já iniciou a construção da plataforma provisória que sai de lá. Essa plataforma deve ficar pronta até abril do ano que vem, e ela estando pronta em abril, se inicia a construção da plataforma provisória na frente de Salvador", afirmou o titular da pasta.

A dimensão das estruturas impressiona pelos números de engenharia. "São 90 metros entre a lâmina d'água e o tabuleiro, mas mais de quase 60 metros do tabuleiro até o topo dos mastros. Para vocês terem uma ideia do que é isso, era como se você pegasse o Elevador Lacerda e colocasse ele embaixo do tabuleiro e fosse até ao nível da água, e em cima dele você colocasse mais dois. Vão ser as duas estruturas de concreto mais altas aqui da Bahia e possivelmente do Brasil", completou Mateus Dias.

No canteiro de obras, a montagem das estruturas de sustentação segue em ritmo acelerado. Francisco Miguel, engenheiro da China Communications Construction Company, detalhou o processo de trabalho nos canteiros. "Os tubos estão estocados do lado esquerdo e do lado direito em segmentos de 16 até 19 metros e são transportados por guindaste até a nossa praça de fabricação. Eles ficam nesses roletes onde inicia o processo de emenda de soldagem. Essa estaca tem aproximadamente 29 a 30 metros, que é a inicial pra gente começar a cravação na Baía de Todos-os-Santos da plataforma onde será feita a central de concreto", detalhou o engenheiro.

De acordo com o secretário, todos os estudos técnicos estão concluídos e que a montagem da plataforma provisória em mar será iniciada até o final deste mês.

Para que as pessoas tenham uma ideia da dimensão desse empreendimento, nos três canteiros, a gente tem pouco mais de 300 contratados diretos. Mas além disso, a gente tem cerca de 71 empresas baianas e 112 empresas subcontratadas dos empreiteiros. E aí a gente estima que sejam mais 300 e poucos empregos indiretos que estão sendo gerados pela obra", concluiu o secretário.

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