Política

Otto defende flexibilização da anistia aos envolvidos no 8 de janeiro

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Senador foi o entrevistado do programa De Cara Com o Líder, da rádio Baiana FM desta segunda-feira (17)  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube

Publicado em 17/03/2025, às 15h10   Anderson Ramos



Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD), defende que seja concedida anistia a uma parcela dos envolvidos na tentativa de golpe de estado do dia 8 de janeiro de 2023.

Em entrevista ao programa De Cara Com o Líder, da rádio Baiana FM (89,3 FM), nesta segunda-feira (17), o senador disse que é preciso separar os organizadores do movimento - a quem ele nega a anistia - daqueles que estavam lá como massa de manobra.

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“Não podemos aceitar quem conspirou para tentar matar o presidente da República para dar um golpe. Não podemos aceitar alguém que planeja matar o vice-presidente e que queria fazer o mesmo com Alexandre de Moraes. Isso é solução para acabar com os problemas do Brasil? Esses que conspiraram não podem ter anistia. 

Os kid pretos que queriam assassinar e matar, os empresários do agronegócio que estão presos foram os financiadores daquele ato para destruir a democracia…Esse pessoal não pode ser perdoado”, argumentou o senador. 

“Mas eu nunca fui radical em absolutamente nada. Aqueles que foram contratados para fazer o serviço que nem sabiam o que estava se passando, que foram pagos para fazer aquilo e tiveram penas que se na avaliação da nossa assessoria jurídica entender que teve uma pena muito alta, como por exemplo, o cara que derrubou o relógio. Ele não estava ali para dar um golpe, ele foi contratado para fazer aquilo. Se ele pegar 17 anos porque quebrou um relógio e o relógio já está consertado e essa pena puder ser revista, nós vamos analisar. Tem que ter flexibilidade. Se ele tiver uma pena que as duas casas considerem como excessivas, vamos avaliar para que se reduza. Agora, quem quis dar o golpe, quem planejou, quem financiou, é outra história”, finalizou.

Segundo Otto, ainda não há certeza se o projeto de anistia será votado no Congresso. A proposta primeiro precisa ser avaliada na Câmara dos Deputados, para só depois ser apreciada no Senado. 

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