Política

Otto diz que é o responsável pela saída de Coronel do PSD: “Me assumo como culpado”

Matheus Simoni / BNEWS
Senador revela detalhes do rompimento de Angelo Coronel com o grupo governista  |   Bnews - Divulgação Matheus Simoni / BNEWS
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 04/02/2026, às 09h46



O senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, assumiu a culpa pela saída do também senador Angelo Coronel do partido e por seu rompimento com o grupo governista. Em entrevista ao apresentador José Eduardo no programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM (89,3 FM), Otto afirmou que a decisão do amigo de longa data foi tomada após a confirmação de apoio à reeleição do govenador Jerônimo Rodrigues (PT).

“Me assumo como culpado. Eu acompanhei o que a maioria queria. Uma minoria não queria a continuação da aliança”, afirmou o senador. Na ocasião, ele também rebateu a afirmação de que Coronel teria se surpreendido com a notícia.

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“Não foi tão surpreendente. Já vinha sendo discutido há muito tempo. A decisão que eu tomei no início do ano de declarar voto ao governador Jerônimo, aconteceu depois de consultar os deputados e prefeitos”, disse. 

Otto também revelou que em algumas reuniões houve tentativas de levar o partido para a oposição, possibilidade que, segundo ele, não tinha a menor chance de acontecer. Ele afirmou que não nunca se viu nos palanques de ACM Neto (União Brasil), Flávio Bolsonaro (PL), ou até mesmo de Ronaldo Caiado, que recentemente se filiou ao PSD. Ele ainda aproveitou para reforçar o apoio ao presidente Lula, de quem é aliado há mais de 20 anos.

“Eu não construí em momento nenhum, um caminho que me desse conforto de estar no palanque do candidato da oposição. Eu votei em Lula em 2002, quando eu era governador da Bahia. Às vezes as pessoas acham que a política não tem linha reta, mas não é não. Antônio Carlos Magalhães votou em Lula em 2002 porque não queria votar no Serra no segundo turno. Fomos inaugurar um hospital no interior e ele pediu voto para Lula, ele não queria o Serra. Eu construí meu caminho com a aliança que tenho na Bahia com Lula, como eu vou passar num palanque que tem Flávio Bolsonaro, ou que tenha Ronaldo Caiado, que eu discordo de muitas posições?”, questionou. 

Por fim, Otto garantiu que não vai fazer qualquer tipo de retaliação a Coronel e fez elogios ao ex-colega de partido. “Eu nunca apelei para a alegação, não vou fazer isso. Ele tem um mérito que ninguém pode desconhecer. Muitas coisas aconteceram por mérito dele. As pessoas não chegam a cargos de destaque como senador sem trabalho duro”, pontuou.

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