Política
O senador Otto Alencar (PSD) reagiu de forma dura à tese de neutralidade do partido na Bahia e descartou qualquer possibilidade de o PSD abrir mão de disputar o comando do Executivo estadual.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa Giro Baiana-1ª edição, da Rádio Baiana FM, apresentado por Zé Eduardo, com transmissão simultânea pela BNews TV, nesta quarta-feira (4).
A pergunta foi feita pelo jornalista de política da Band, Victor Pinto, que provocou Otto ao analisar os números das últimas eleições e levantar a hipótese de que o senador Angelo Coronel já vinha enxergando um movimento de aproximação eleitoral do PSD com o grupo de ACM Neto, sobretudo após ter obtido mais votos que o então candidato a governador Jerônimo Rodrigues em 2022.
Otto foi direto ao rejeitar o raciocínio e aproveitou para atacar a ideia de uma chapa sem cabeça, apelidada nos bastidores de “chapa camarão”.
“Essa chapa de neutralidade, de não ter candidato a governador, seria o fim do partido. Nenhum deputado ficaria. Todo mundo sairia. Isso é uma bobagem, isso não dá. Eu não podia aceitar isso.”
Segundo o senador, não existe lógica política em disputar eleições proporcionais sem um projeto majoritário claro, especialmente em um partido do tamanho do PSD.
“Ninguém vai para uma candidatura proporcional sem expectativa de fazer o governador. Não existe isso.”
Durante a conversa, Otto também comentou os números de sua própria votação em 2022, quando superou o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), por cerca de 200 mil votos, contrariando a tradição baiana de o governador puxar mais votos que os candidatos ao Senado. Para ele, o resultado não indica infidelidade partidária, mas reflete sua trajetória política.
“Eu atribuo isso à minha história na Bahia. Eu já tinha sido senador em 2014, fui governador, conheço todos os municípios da Bahia. Mas é todos.”
Otto reforçou que sua atuação sempre esteve concentrada tanto no interior quanto na capital, o que, segundo ele, explica a votação expressiva. “Eu conheço quem foi prefeito, quem passou bem, quem passou mal pela prefeitura. Eu tenho uma história.”
Ao comentar o desempenho do PSD nas eleições proporcionais, mesmo sem candidato próprio ao governo, Otto lembrou da estratégia adotada para fortalecer a legenda na Assembleia Legislativa. “Eu gravei mensagem dizendo: ‘Se você esquecer o número do seu deputado estadual, marque 55’. Isso deu 272 mil votos.”
Apesar disso, o senador deixou claro que aquele cenário não pode ser repetido como projeto político permanente. Para ele, tentar “neutralizar” o PSD na Bahia significaria enfraquecer um dos maiores partidos do estado, com forte presença institucional, tempo de TV e capilaridade nos municípios.
“Neutralizar o quarto maior partido em tempo de televisão, em fundo partidário, em prefeitos e lideranças? Isso não faz sentido.”
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