Política

Ouvidor das Polícias de SP quer que Tarcísio seja investigado por "política de morte"

Bruna Sampaio / Alesp
O ouvidor das Polícias de São Paulo, Claudio Aparecido da Silva, responsabilizou Tarcísio de Freitas por aumento de letalidade policial  |   Bnews - Divulgação Bruna Sampaio / Alesp
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 08/12/2024, às 10h15



O ouvidor das polícias de São Paulo, Claudio Aparecido da Silva, classifica o direcionamento da gestão da Segurança Pública em São Paulo, na gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), como uma "política de morte". Em entrevista ao UOL publicada neste domingo (8), ele disse que a gestão implementada pelo secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, tem a anuência do gestor paulista.

"Eu atribuo a responsabilidade por esse comportamento da polícia ao secretário de segurança pública e também ao governador, que tem sido condescendente com o secretário na implementação dessa política de morte no nosso estado. Não há uma região de São Paulo hoje em que as mortes decorrentes de intervenção policial não tenham aumentado. O governador tem grande responsabilidade nisso", disse Claudio Silva, na entrevista.

Ele pediu que o governovador seja investigado: "É em razão desse alto índice de violência policial, inclusive, que a ouvidoria encaminhou um pedido de investigação contra o governador ao procurador-geral de Justiça". De janeiro a outubro de 2024, policiais militares de São Paulo mataram uma pessoa a cada dez horas, segundo levantamento do UOL com base em dados da SSP. O número é mais que o dobro do que o registrado em 2022, ano anterior à gestão Tarcísio.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)