Política
por Anderson Ramos
Publicado em 06/11/2025, às 13h09
O coach Pablo Marçal foi denunciado pelos crimes de injúria e difamação praticados contra o apresentador José Luiz Datena. A denúncia, apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, é originada de fatos que ocorreram durante a campanha eleitoral na disputa pela Prefeitura de São Paulo, a qual os dois eram adversários.
De acordo com a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Eleitoral Cleber Masson, os crimes ocorreram em setembro de 2024, durante transmissões ao vivo e publicações feitas por Marçal em seu perfil no Instagram.
Nas ocasiões, ele proferiu expressões e acusações ofensivas à honra e à reputação de Datena, chamando-o de “agressor de mulheres”, “assediador sexual” e “comedor de açúcar”, além de afirmar que o jornalista “comprou o silêncio de uma menina” em um suposto caso de assédio sexual.
Segundo o MPE, as manifestações foram realizadas com fins eleitorais e os ataques poderiam beneficiar Marçal perante o eleitorado. A denúncia também menciona uma segunda declaração, feita em entrevista no dia 20 de setembro de 2024, em que o denunciado voltou a imputar ao adversário fato ofensivo à sua reputação, dizendo que Datena teria “feito um contorcionismo jurídico” para deixar de ser responsabilizado por suposto assédio sexual que teria sido cometido contra uma jornalista.
O promotor destacou que as ofensas configuram crimes de injúria e difamação com causa de aumento de pena por terem sido praticadas com finalidade de propaganda eleitoral e por meio de rede social. A denúncia requer, além da condenação, a fixação de valor mínimo para reparação dos danos morais causados à vítima.
Inelegível
Depois das eleições do ano passado, Pablo Marçal já foi condenado à inelegibilidade três vezes. A condenação mais recente aconteceu em julho, quando a Justiça Eleitoral no âmbito da investigação que apura as condutas dele durante as eleições para a Prefeitura de São Paulo, no ano passado.
Em sua decisão, o juiz Antonio Maria Patiño Zorz considerou irregulares: a associação da Justiça Eleitoral ao “sistema”, à corrupção e à mortes de pessoas inocentes; a vinculação implícita de recebimento de fundo partidário da candidata Tábata Amaral a ato ilícito; ofensas aos candidatos adversários, dentre os quais a associação de Guilherme Boulos como usuário de cocaína.
Com as condenações, Marçal está proibido de se candidatar a qualquer cargo público por oito anos.
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