Política

Partido Novo pede prisão de diretor-geral da PF após mensagens de Vorcaro

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Dono do Banco Master cita diretor-geral da PF em mensagens enviadas a Alexandre de Moraes  |   Bnews - Divulgação Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 03/09/2026, às 19h50



O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, foi alvo de um pedido de prisão preventiva apresentado pelo Partido Novo após a revelação de mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O banqueiro teria mandado mensagens ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A sigla pede a prisão preventiva de Andrei e o afastamento cautelar com abertura de inquérito para apurar a atuação dele no caso Master. O pedido foi protocolado nesta quinta-feira (3) pelo partido, em complemento a um documento do dia anterior que solicitava o afastamento. As duas requisições têm como base o sigilo levantado pelo ministro André Mendonça e a exposição de supostas relações de proximidade, possíveis interferências em investigações e obtenções de informações privilegiadas.

Para o Novo, a presença de Andrei no comando da PF pode comprometer as investigações do caso Master. A legenda fundamentou os pedidos com base no Código Penal.

Em uma conversa com o ministro Alexandre de Moraes, Vorcaro teria pedido que ele tratasse do caso com Andrei e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O banqueiro também solicitou ao ministro do STF uma tentativa de sensibilizar o diretor-geral da PF a adiar uma eventual ação da corporação. A conversa foi revelada na terça-feira (01) pelo jornal O Estado de S. Paulo.

É importante reforçar com Andrei e Paulo para não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem, que aí vai tudo para o saco. Estou disponível para tratar e explicar qualquer coisa, só não pode ter sacanagem”, escreveu Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.

O partido também citou o depoimento prestado por Vorcaro a Mendonça. O gabinete do ministro informou que “o depoimento foi realizado por requerimento expresso da defesa do depoente, que relatou estar sofrendo graves intimidações e solicitou ser ouvido com urgência”.

Em nota enviada à imprensa, o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, declarou que “o Brasil pede decisões firmes, a responsabilização de quem ultrapassa os limites e as medidas necessárias para interromper esse processo de degradação e recuperar o mínimo de dignidade e credibilidade das instituições”.

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