Política

Pastor Márcio Poncio e sobrinho de Adilsinho são alvo de operação da PF

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PF cumpre mandados de busca e apreensão contra investigados por lavagem de dinheiro e ocultação de bens  |   Bnews - Divulgação Divulgação/PF
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 29/10/2026, às 08h09



A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29) a nona fase da Operação Unha e Carne, que apura a existência de uma organização criminosa suspeita por lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e utilização de pessoas físicas e jurídicas para dissimulação da propriedade de bens e valores. Um dos alvos é o pastor Márcio Poncio, alvo de mandados de busca e apreensão.

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Nascido no Rio de Janeiro, ele é empresário e figura conhecida nas redes sociais por ser o patriarca da família que ganhou notoriedade nacional na internet. Além de Poncio, também foi alvo de buscas Bernardo Loyola, sobrinho do bicheiro Adilsinho.

Márcio Poncio foi preso na quinta etapa, em julho, e está em prisão domiciliar.

Desta vez, agentes miram uma organização criminosa “com ramificações voltadas a lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores”. A PF diz ter encontrado indícios de “uma complexa rede patrimonial” composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas.

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Barra da Tijuca, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

As buscas estão sendo realizadas em salas comerciais apontadas como estruturas operacionais e administrativas do grupo criminoso.

Segundo a PF, as investigações apontaram indícios da existência de uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, de colaboradores próximos e de terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização criminosa.

Também foram constatadas utilização recorrente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível e emprego de empresas nacionais e estrangeiras. Parte desses ativos estão sediados em jurisdições de tributação favorecida, além da possível utilização de entidades religiosas e de holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.

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