Política
por Daniel Serrano
Publicado em 17/07/2025, às 10h24 - Atualizado às 15h26
O pastor Nicoletti, fundador e presidente da Igreja Recomeçar, vem sendo investigado pela da Polícia Civil de São Paulo por supostamente estar usando a igreja para lavar dinheiro de esquema de pirâmide financeira envolvendo criptomoedas. As informações são da coluna de Tácio Lorran, no Metrópoles.
Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em um ano, a conta bancária da igreja recebeu mais de R$ 4 milhões de uma origem suspeita. O pastor nega qualquer irregularidade, além de apostar no arquivamento do inquérito e ter chamando o relatório de “mentiroso”.
Nicoletti tem 72 mil seguidores no Instagram, onde prega a ideia de que os cristãos precisam prosperar financeiramente. Em junho, o pastor ganhou destaque após dizer que “odeia pobre” e chamar o presidente Lula (PT) de “ladrão”.
“Eu odeio pobre. E eu vou dizer que Jesus nunca foi pobre. E se te falaram isso, mentiram. Porque o pobre não é só pobre financeiramente, ele é vítima de alguém que o fez ficar pobre. Ele sempre entende que o mundo deve para ele, e a culpa é de quem tem mais”, disse Nicoletti.
De acordo com a coluna, a igreja de Nicoletti recebeu R$ 4,03 milhões, entre dezembro de 2018 e dezembro de 2019, de um grupo suspeito de operar esquema de pirâmide financeira que operava em criptomoedas.
“A fim de maquiar lastros do dinheiro arrebanhado de forma fraudulenta, tais pessoas enviaram dinheiro para a conta pertencente à Igreja Ministério Recomeçar, de propriedade do pastor Davi Nicoletti”, diz o relatório policial.
“Também se apurou que as transferências não possuíam justificativas econômicas claras”, prossegue.
Outro lado
Em nota enviada ao Bnews, a defesa do pastor Davi Nicoletti negou que ele esteja sendo investigado por lavagem de dinheiro.
Os escritórios de advocacia C.R. Andrade & G.J. Sombrio Advogados afirmaram que trechos de uma conferência privada, na qual o pastor Nicoletti participou
como palestrante, foram utilizados e forma indevida, sem autorização e fora de contexto, para sugerir, que o pastor teria afirmado 'odiar pobre'.
"Na verdade, o conteúdo da fala se referia ao combate à pobreza, sendo que o pastor cometeu um evidente ato falho ao utilizar a expressão “pobre” no lugar de “pobreza”, o que foi prontamente esclarecido e retratado publicamente", afirmaram.
Críticas direcionadas ao Presidente da República, segundo a defesa, também foram frases tiradas de contextos e que foram posteriormente objeto de esclarecimento e retratação por parte do pastor.
Em relação aos supostos crimes relacionados a criptoativos, a defesa explicou que a Igreja Recomeçar nunca foi parte, investigado ou indiciado em qualquer processo judicial relativo a tais práticas, o que existiu foi a citação do nome da igreja no bojo de uma investigação conduzida em São Paulo contra uma empresa de criptoativos, supostamente envolvida em esquema de pirâmide, cujo um dos investigados era frequentador da referida igreja e havia realizado doações espontâneas.
Ainda de acordo com a defesa, o Ministério Público determinou o arquivamento da investigação quanto à igreja, reconhecendo a inexistência de qualquer irregularidade por parte da Igreja Recomeçar ou de seu presidente.
"Quanto à alegação de sonegação trabalhista, cumpre informar que se trata de um processo trabalhista ordinário, já encerrado, proposto por uma ex-funcionária que pleiteava valores manifestamente superiores aos seus direitos reais. Não havendo acordo inicial, as partes, posteriormente, firmaram composição homologada judicialmente, com a devida quitação integral do ajuste. Trata-se, portanto, de uma relação trabalhista regular e finalizada, cuja utilização midiática com propósitos difamatórios configura, mais uma vez, tentativa deliberada de abalar a reputação do pastor Davi Nicoletti".
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