Política

Paulo Gonet pede condenação de Alexandre Ramagem por crimes ligados aos atos de 8/1

Lula Marques / Agência Brasil
Alexandre Ramagem, foragido nos EUA, é acusado de orquestrar ataques ao sistema eleitoral e busca de manutenção do governo derrotado  |   Bnews - Divulgação Lula Marques / Agência Brasil
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 12/03/2026, às 22h44



A Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio do procurador-geral Paulo Gonet, pediu nesta quarta-feira (11) que o Supremo Tribunal Federal (STF) condene o deputado cassado Alexandre Ramagem pelos crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro. Além disso, o órgão também solicitou a fixação de um valor mínimo para a reparação dos danos causados.

Ramagem está foragido nos Estados Unidos desde setembro de 2025, fuga revelada pelo Metrópoles, em meio ao julgamento dele no chamado núcleo 1 da trama golpista, que o condenou a 16 anos de prisão.

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Segundo a decisão, a acusação contra Ramagem se baseia em “evidências materiais incontestáveis”, incluindo arquivos digitais que o colocam no “centro da atividade criminosa”, além de depoimentos de servidores efetivos e de ex-integrantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

O documento enviado pela PGR também reforça que o ex-deputado já está sendo analisado no Supremo Tribunal Federal devido às suas condutas relacionadas ao caso.

“Pelos mesmos motivos, a circunstância de Alexandre Ramagem ter sido eleito deputado federal em nada enfraquece a acusação de que ele buscava a manutenção ilegítima do governo derrotado. Ao orquestrar previamente ataques institucionais severos, inclusive ao sistema eletrônico de votação, o acusado tinha plena consciência do desdobramento social futuro de sua conduta, notadamente em caso de derrota de Jair Bolsonaro nas urnas”, afirma o documento.

Em maio de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia suspendido a denúncia contra Ramagem pelos crimes de dano qualificado, com violência e grave ameaça ao patrimônio da União, e de deterioração de patrimônio tombado. A medida se aplicava apenas aos crimes que teriam ocorrido após a diplomação dele como deputado.

No entanto, o processo foi reaberto em fevereiro deste ano, após Ramagem ter sido cassado.

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