Política

Pedágio das emendas: PF aponta que grupo criminoso cobrava 12% de propina para liberar recursos

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O grupo cobrava 12% de “pedágio” das prefeituras sobre o valor das emendas para liberar os recursos  |   Bnews - Divulgação Divugação / PF

Publicado em 09/07/2025, às 09h11   Rebeca Santos



Polícia Federal (PF) deflagrou na última terça-feira (8) a Operação Underhand, que apura o desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares e fraudes em licitações em cidades do Ceará.

Segundo a PF, um grupo ligado ao deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) cobrava 12% de “pedágio” das prefeituras sobre o valor das emendas para liberar os recursos e direcionar as contratações.

Câmara dos Deputados
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As investigações apontam indícios de que "verbas oriundas de seu gabinete seriam destinadas à compra de apoio político, ao financiamento oculto de campanhas e ao pagamento de influenciadores e jornalistas."

De acordo com a PF, uma ex-prefeita teria declarado em depoimento que foi abordada por integrantes do grupo ligado ao deputado com uma oferta "explícita de repasse de emenda parlamentar", desde que houvesse a devolução de 15% do valor.

As suspeitas de propina foram identificadas em trocas de mensagens, conforme relatado pela PF em um pedido enviado ao ministro Gilmar Mendes, que autorizou a operação realizada na última terça-feira (08).

 "Mensagens trocadas entre Carlos Alberto Queiroz (conhecido como Bebeto) [investigado em uma fase anterior da operação] e interlocutores ligados ao deputado, como 'Adriano Escritório Junior Mano', revelam que o grupo autorizava a destinação de emendas parlamentares, inclusive de terceiros, para prefeituras previamente cooptadas, mediante exigência de retorno financeiro na ordem de 12%."

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