Política
por Rebeca Santos
Publicado em 06/02/2026, às 06h52
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse pela primeira vez na quarta-feira (5) que pode deixar de fora o vice Geraldo Alckmin (PSB) da sua chapa para a reeleição. Alckmin foi importante na estratégia do PT em 2022 para fazer mais alianças e vencer Jair Bolsonaro. Isso acontece agora enquanto o PT tenta trazer o MDB para uma parceria na disputa pela Presidência.
Na quarta, Lula falou que Alckmin, o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) ou a ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB) poderiam se candidatar ao governo de São Paulo. Ele aumentou a pressão para uma decisão ao dizer que Alckmin e Haddad sabem que “têm um papel a cumprir”.
"Nós temos muito voto em São Paulo e temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo. Eles sabem. A Simone (Tebet) também tem um papel para cumprir, também não conversei com ela ", disse Lula em entrevista ao Portal UOL.
Cartas na mesa
Segundo informações do O Globo, Lula começou apontar que é hora de mostrar todas as opções sem eliminar nenhuma possibilidade para a eleição, até para complicar os planos dos rivais. Um ajudante do presidente que trabalha no Planalto diz que Lula gosta da ideia de Alckmin entrar na disputa por São Paulo.
A expectativa é que a escolha só saia no meio do ano. Para concorrer ao governo estadual, ao Senado ou para ficar na vice, Alckmin tem que sair do Ministério da Indústria e Comércio até o começo de abril.
Um grupo de líderes do PT diz que Lula só tiraria o vice atual da chapa se fosse para trazer o MDB para a aliança, mas o apoio desse partido é visto como difícil.
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