Política
O deputado estadual Emerson Penalva (PP) criticou o pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), por considerar "frágil" a justificativa apresentada por ACM Neto (União Brasil) sobre a consultoria de R$ 5 milhões prestada ao Banco Master. Para o parlamentar, o tema tem sido usado como "narrativa eleitoral por ambos os lados".
Penalva pontua que a consultoria ao banco controlado por Daniel Vorcaro possui “solidez”, uma vez que há “notas fiscais” sobre o trabalho feito por ACM Neto.
“Você pega uma empresa que está em seu nome, em nome da sua esposa, presta uma consultoria, emite nota fiscal e declara imposto de renda. O que é que precisa ter mais solidez no argumento do que você prestar conta à Receita Federal. [...] Quando você vai ocupar um cargo público você vai precisar ‘abrir’ o seu imposto de renda. Precisa justificar mais o que?”, disse o deputado em entrevista ao BNews, nesta terça-feira (7).
Diante das investigações relacionadas ao Banco Master, ACM Neto confirmou à Revista Piauí ter ido uma “única vez” à residência de Daniel Vorcaro. Para Penalva, “nenhum homem público está ileso de ter relações com pessoas do segmento empresarial”, defendendo que o pré-candidato ao Governo da Bahia tem apresentado “lisura” no processo.
"Pergunto a qualquer pessoa no Brasil [se] há três ou quatro anos, se o Banco Máster quisesse patrocinar algum evento, anunciar em um veículo de comunicação ou apoiar o Carnaval, a Micareta, o São João ou qualquer outra festa, quem iria recusar? Hoje é muito fácil condenar as relações que existiam com o Banco Máster, mas, naquela época, era muito difícil encontrar alguém que contestasse essas parcerias, até pelo nível das consultorias prestadas pela instituição. O ex-ministro da Justiça do governo Lula foi consultor do banco, assim como o ex-ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff. [...] Então, não estou aqui para condenar ninguém. [...] Acho que há muito mais um embate político em razão do momento eleitoral que estamos vivendo, com argumentos de um lado e de outro”, destacou.
“Sobre a possibilidade de isso prejudicar a pré-candidatura [de ACM Neto], acredito que ainda é cedo para afirmar. No caso de Flávio Bolsonaro, por exemplo, houve queda de popularidade e piora na avaliação após as denúncias. Não sei se isso acontecerá com ACM Neto. Creio que haverá muitas narrativas de ambos os lados tentando demonstrar que o envolvimento é maior de um lado do que do outro. Se esse episódio terá algum impacto eleitoral, isso só poderá ser percebido mais adiante”, complementou.
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