Política

Perfomance erótica em Universidade do Maranhão vira foco de bolsonaristas nas redes sociais

Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Nikolas Ferreira apresentou proposta de projeto de lei que prevê punições para performances obscenas em instituições de ensino  |   Bnews - Divulgação Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Publicado em 22/10/2024, às 07h37 - Atualizado às 07h38   Yuri Pastori



A perfomance erótica da historiadora da arte e cantora travesti Tertuliana Lustosa em Universidade Federal do Maranhão (UFMA) virou foco nas redes sociais de perfis de direita e de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Um levantamento feito por O Globo revelou que ao menos 12 posts de grande repercussão foram feitos por políticos desse espectro político com 1,5 milhão de visualizações no X (antigo Twitter).

O episódio aconteceu durante uma palestra do seminário “Dissidências de gênero e sexualidades”, organizado pelo Grupo de Pesquisa Epistemologia da Antropologia, Etnologia e Política (Gaep). A historiadora cantou e dançou um brega funk de sua autoria, “Educando com o C*”. Durante a perfomance, ela mostra os glúteos para a plateia. A universidade disse em nota que estar averiguando o caso e que tomará providências assim que ouvir os envolvidos.

A publicação do deputado do PL Nikolas Ferreira (MG) alcançou 780,2 mil pessoas.

“Diante destes fatos, solicitarei informações dos professores responsáveis pelo grupo de pesquisa, que realizou encontro. Se as apurações demonstrarem ciência e leniência quanto ao fato, solicitarei a exoneração de todos”, escreveu o parlamentar.

O deputado Gustavo Gayer (GO), também do PL, fez duras críticas:

"Isso é muito revoltante. Você trabalha 12,14, 16 horas por dia durante anos para poder dar uma vida melhor para os seus filhos. Ele faz o Enem, passa numa faculdade federal, entra na sala e é exposto a isso".

Em dois posts, Deltan Dallagnol alcançou mais de 800 mil visualizações.

 “Não é à toa que o Maranhão, estado que foi governado por 8 anos pelo agora ministro do Supremo Flávio Dino, tem uma das menores rendas per capita do Brasil e há anos apresenta um dos piores desempenhos nos rankings de educação”, escreveu.

Nove requerimentos e uma proposta de projeto de lei de Nikolas, que prevê o agravamento de punições para atos obscenos realizados dentro de instituições de ensino, já foram apresentados na Câmara dos Deputados.

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