Política

‘Pesquisa que não vai pro interior é enquete’, afirma diretor do instituto Opnus

Diretor do instituto Opnus, Pedro Barbosa - BnewsTV
Segundo Pedro Barbosa, pesquisas que não consideram o peso do interior não podem ser tratadas como retrato fiel das intenções de votos  |   Bnews - Divulgação Diretor do instituto Opnus, Pedro Barbosa - BnewsTV
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 24/08/2026, às 11h04



O Diretor do instituto Opnus, Pedro Barbosa, explicou no programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM (89,3), transmitido simultaneamente pela BNews TV, de que forma foi feita pesquisa de intenções de votos ao governo da Bahia divulgada nesta segunda-feira (24) pelo instituto em parceria com o BNews.

Pedro detalhou que o levantamento foi feito em todas as 27 regiões da Bahia, conforme a quantidade de eleitores.

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Todas as regiões do estado, conforme a quantidade de eleitores em cada região. Em Salvador, nós temos aproximadamente 17% dos eleitores da Bahia, então só foram 17% das entrevistas em Salvador. Na metropolitana, são mais 12%. Quando a gente vai para o interior, nós temos 71% dos eleitores da Bahia morando em municípios do interior. Então, das nossas 1.200 entrevistas, 71% delas foram realizadas em municípios do interior do estado, conforme, naturalmente, a distribuição do eleitorado no território da Bahia. Isso é naturalmente a boa prática desse planejamento amostral para que essas entrevistas reflitam de forma fiel a opinião desses eleitores”, declarou Pedro.

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O diretor do Opnus explicou também sobre a vantagem de Jerônimo no interior do estado e sobre o bom desempenho de ACM Neto na capital e na região metropolitana.

Naturalmente ele [Jerônimo] tem o entendimento de que a própria pesquisa Opnus/BNews mostra isso de que ele está mais forte no interior do estado, né? No primeiro turno, de 35 a 30 para o Jerônimo na pergunta espontânea, ou seja, a gente vê um cenário com o Jerônimo numericamente à frente, mas um cenário um pouco mais acirrado. Só que esse acirramento, ele não é em todo o estado da Bahia. Quando a gente vai observar os diferentes segmentos do eleitorado, existe uma diferença muito grande de como votam esses diferentes perfis de eleitores”, disse.

“Quando a gente vai para Salvador e metropolitana, a gente observa, por exemplo, uma vantagem do candidato ACM Neto de 43 a 29 na pesquisa espontânea, por exemplo. Mas quando vamos para o interior, onde nós temos a grande maioria dos eleitores da Bahia, você tem o Jerônimo com 12 pontos à frente do ACM Neto: 37 a 25, isso na pergunta espontânea. Esse comportamento também se repete nas demais perguntas que a gente vê ao longo da pesquisa. O Jerônimo sempre com essa vantagem bastante forte no interior do estado e especialmente nos municípios de pequeno e médio porte; e o ACM com alguma vantagem já em Salvador, região metropolitana e nos municípios maiores ali, acima de 100 mil eleitores”, afirmou.

Pedro falou ainda sobre a metodologia adotada por alguns institutos que não cobrem com abrangência o interior do estado. Segundo ele, esses levantamentos deveriam ser considerados como "enquete".

Se o instituto não vai ao interior do estado e ele divulga aquela pesquisa como sendo representativa de todo o eleitorado da Bahia, ela é uma pesquisa absolutamente equivocada. Não daria nem para a gente chamar de pesquisa, no máximo seria uma enquete. Porque ela não respeita a técnica de elaboração do plano amostral, que é o que garante a qualidade, a significatividade dessa pesquisa. Essas mil entrevistas, para representarem o eleitorado da Bahia, elas têm que seguir uma série de critérios metodológicos “, afirmou.

“Uma pesquisa desse tipo que não vai ao interior só seria válida se o instituto divulgasse da seguinte forma: ‘Olha, essa é uma pesquisa somente com eleitores de Salvador, ela não representa todos os eleitores do estado da Bahia’. Essa seria a única forma de uma pesquisa que não vai aos municípios do interior ser válida. Mas se ela é divulgada como representativa do eleitorado de todo o estado da Bahia, na verdade se trata de um erro ou até mesmo uma fraude’, declarou.

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